<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429</id><updated>2011-04-21T15:19:51.454-03:00</updated><title type='text'>Diário Evolutivo</title><subtitle type='html'>"Quando há algo para dizer, que algo seja dito. Quando não há, que o silêncio se faça."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>594</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-1828327720461909535</id><published>2007-11-20T21:36:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:58:59.354-03:00</updated><title type='text'>[onde tudo começa]</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/R0N_QGj7PrI/AAAAAAAAADA/_DKNz817Czg/s1600-h/ATgAAADjx3yco5ke703hBjsD4aAoQffZaqX_1azXHZyi61IdvpMxii8EcrxlSSd5jhfb13UbRHnjTHIJ-9m33dfSz2AJAJtU9VCJkr4ZLPcyKW2ffxnQL8qkpBZkdg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135087914748427954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="196" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/R0N_QGj7PrI/AAAAAAAAADA/_DKNz817Czg/s320/ATgAAADjx3yco5ke703hBjsD4aAoQffZaqX_1azXHZyi61IdvpMxii8EcrxlSSd5jhfb13UbRHnjTHIJ-9m33dfSz2AJAJtU9VCJkr4ZLPcyKW2ffxnQL8qkpBZkdg.jpg" width="275" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;udo&lt;/span&gt; começa com um sorriso. O primeiro de todos os sorrisos, é o primeiro começo de tudo. Quando ela levanta a cabeça, num esforço de ser humano que está há pouco tempo de volta, e sorri, é como se voltássemos todos ao início de tudo, quando uma célula sorriu para outra e uniu-se, gerando a vida.&lt;br /&gt;O sorriso de Amanda. Seja bem-vinda ao mundo dos risos e choros, minha sobrinha querida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-1828327720461909535?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/1828327720461909535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=1828327720461909535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/1828327720461909535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/1828327720461909535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/11/onde-tudo-comea.html' title='[onde tudo começa]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/R0N_QGj7PrI/AAAAAAAAADA/_DKNz817Czg/s72-c/ATgAAADjx3yco5ke703hBjsD4aAoQffZaqX_1azXHZyi61IdvpMxii8EcrxlSSd5jhfb13UbRHnjTHIJ-9m33dfSz2AJAJtU9VCJkr4ZLPcyKW2ffxnQL8qkpBZkdg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-1527621743191917114</id><published>2007-11-08T09:50:00.000-03:00</published><updated>2007-11-08T10:43:06.607-03:00</updated><title type='text'>[futuro...]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;doce senhora perguntou-me, com um sorriso antigo:&lt;br /&gt;- De onde vem esse teu velho sonho?&lt;br /&gt;- Vem de velhas paragens, cenário de velhos sonhos também teus.&lt;br /&gt;- Curioso saber que meus sonhos ainda estão por lá.&lt;br /&gt;- Curioso saber que depois de tantos anos a senhora ainda não notou que sonhos não morrem jamais, e que aquelas antigas paragens são seu lar definitivo, sua casa nomeada, sua referência ao futuro&lt;br /&gt;- É lá, então, onde se guarda o futuro?&lt;br /&gt;- Sim, na forma de sonhos. Nos meus, nos seus, nos de todo mundo.&lt;br /&gt;- Alguns dos meus sonhos, no entanto, já viraram realidade; de outros desisti, outros viraram pesadelos que me assombram até hoje. E ainda dizes que estão por lá, junto com os teus, meu filho?&lt;br /&gt;- É que, em essência, todos esses sonhos são os mesmos, só mudam-lhes os nomes. E, por serem os mesmos, estão sempre lá. São como semeaduras... prontas as sementes, é como se cada uma aguardasse somente uma mão de coragem para jogá-las no fértil mundo.&lt;br /&gt;- Foram essas minhas mãos um dia.&lt;br /&gt;- Vejo pelo traçado ousado nelas que sim.&lt;br /&gt;- E agora, e do teu sonho, o que fizeste? – tornou a perguntar a velha senhora.&lt;br /&gt;- Nada, estão inertes, no escuro do solo. Aguardo que venha a frondosa árvore para que eu possa comer-lhe o fruto doce.&lt;br /&gt;A velha sorriu novamente. A antiguidade do seu sorriso lembrou-me que há um ciclo em tudo. O ciclo da velha senhora chegava ao fim, eu via. Suas perguntas e suas respostas, as minhas próprias perguntas e respostas me deixaram confuso. Era como se a tênue linha da minha juventude e da sua velhice de repente desaparecesse. Eu, no meio. Ela, no fim. Os sonhos e nossas dúvidas permeando tudo.&lt;br /&gt;Soube do seu reinício depois de alguns dias. Fora a última conversa da senhora dos risos antigos. Para mim, foi o conforto que precisava ao lembrar-me do meu próprio fim. No nosso fim, a bem dizer. Lá onde estaremos todos novamente plantados em solo fértil, qual semente de sonho que aguarda novamente a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-1527621743191917114?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/1527621743191917114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=1527621743191917114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/1527621743191917114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/1527621743191917114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/11/futuro.html' title='[futuro...]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-2833892665579614855</id><published>2007-11-05T08:45:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:58:59.440-03:00</updated><title type='text'>[2 e 1/2]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Ry8D4QI-6gI/AAAAAAAAAC4/7jiop76ypZI/s1600-h/Imagem+014.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129322765538486786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Ry8D4QI-6gI/AAAAAAAAAC4/7jiop76ypZI/s200/Imagem+014.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;ste&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ser que carrega nos braços, resto de esperança, futuro de dois quilos e meio, semente inerte, que respira e é fôlego, é a tua voz que se perpetua no vento que virá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este coração que pulsa lá dentro, refaz, nas suas batidas, o futuro que ainda não veio, mas pelo ritmo já se sabe que há um passo. Esses pés e mãos, de tão pequenos, parecem por à prova a certeza de que são deles o ar e o chão que estão por vir. Estes pés tão pequeninos e rosados, cobertos de tão fina pele, de tão frágeis e delicados parecem por à prova a certeza que são eles que pisarão o pó que hoje é cimento armado, e essas mãos, que mal têm unhas ou traçados claros que decidem seu futuro, deixam levemente sobre nós a dúvida de que são elas, elas mesmas, as mãos que modelam o barro do chão, o mesmo chão que cobre os anos de nossas vidas que ainda virão.&lt;br /&gt;Virão sim, pelos teus dedos e unhas e sorrisos, e candura, de menina que ainda não anda, mas já é uma amanda bela, de olhos que ainda sequer sabem de que cores serão, mas que giram afoitos e atentos por cada um que entra no quarto, na ânsia de saber quem são esses que hoje cuidam dela, ainda nesse corpo tão frágil, e quais desses mesmos será ela a cuidar quando os anos endurecerem e tornarem a suavizar nossas peles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-2833892665579614855?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/2833892665579614855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=2833892665579614855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/2833892665579614855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/2833892665579614855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/11/2-e-12.html' title='[2 e 1/2]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Ry8D4QI-6gI/AAAAAAAAAC4/7jiop76ypZI/s72-c/Imagem+014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-7085866100579351732</id><published>2007-10-22T20:52:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:58:59.630-03:00</updated><title type='text'>[a falta]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rx04a1ebzaI/AAAAAAAAACw/lohxt1RLxD0/s1600-h/a17.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124313984699977122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rx04a1ebzaI/AAAAAAAAACw/lohxt1RLxD0/s200/a17.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;elo ranger das fortes cordas de aço sei que é você que ascende até mim. No quarto apertado, no prédio antigo, de já tantos anos, não consigo senão sentir, com aquele velho ranger, a ancestralidade dos amores que já tantas vezes desceram e subiram e naquela velha caixa. Não importa o ranger, o barulho incômodo, o espaço mínimo para tantos corpos. O que importa mesmo é a altura a que nos leva. O que importa é que o ranger do aço me avisa da tua possível chegada. E quando a porta enfim se abre nesse que é o andar do nosso ninho, eu sei, pelo ranger dos teus sapatos velhos em contato com o chão que tanto já te sentiu pisar, que é você que vem.&lt;br /&gt;Não sinto falta do cheiro que emana das moças ricas e dos rapazes novos. Não sinto falta da paisagem deslumbrante da cidade, ou dos artistas cantantes nos espetáculos em palcos imensos. Falta sinto da imensidão do cheiro do inverno e do teu cheiro misturado a tudo isso. O cheiro da fronha antiga na nossa cama, o cheiro da quitanda ao lado: eu descendo o velho elevador e comprando o nosso pão. Não me faz falta o óbvio. Falta me faz a simplicidade de te ter. Falta me faz a música que era nós dois em compasso com tudo isso, e a harmonia que tudo era, somente para os nossos sentidos.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-7085866100579351732?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/7085866100579351732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=7085866100579351732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/7085866100579351732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/7085866100579351732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/10/falta.html' title='[a falta]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rx04a1ebzaI/AAAAAAAAACw/lohxt1RLxD0/s72-c/a17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-7583761129849481781</id><published>2007-06-12T08:36:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:58:59.731-03:00</updated><title type='text'>[meios, fins]</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rm6GNTC-puI/AAAAAAAAACo/BvVCKhP-ZXk/s1600-h/butterfly_apple.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075141393102317282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rm6GNTC-puI/AAAAAAAAACo/BvVCKhP-ZXk/s200/butterfly_apple.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;á o Natal e há o São João. Se me pedem que escolha entre os dois, posso me matar logo ali, na frente de quem fez a perniciosa pergunta. Não há como escolher entre a brisa suave, o inverno enganoso, o cheiro de chuva no ar de junho e o calor escaldante, o céu de um azul que se nega a sair dali, e a praia de mar transparente de dezembro. Não há, para mim, como escolher entre o santo João e o Pai Noel, entre ganhar o meu presente de Natal e o meu presente de aniversário, e acordo nesses dias de inverno na Bahia, onde tudo é mais suave, agradecendo a Deus porque há os extremos, há o meio e o fim de cada ano. Junho, prometendo julho de descanso e dezembro, com sua promessa de janeiro de dias de esquecimento. Agradeço a Deus pela pausa, pelo fim e recomeço de tudo.&lt;br /&gt;:::&lt;br /&gt;Em junho olho para o céu pedindo a chuva, tão escassa esse ano. Sinto-me culpado e até envergonhado quando ela cai e no rádio, poucas horas depois, ouço que há pobres desabrigados ou soterrados. Fico entre o meu prazer egoísta e o sentimento pelos que perdem tudo,  quando a água cai forte do céu. Mas só então lembro – e talvez seja apenas nessas horas que a falta de fé nos dá alento – que não é simplesmente porque eu desejei tanto que a chuva caiu. Não sou o único culpado. Mas usufruo do prazer desses pingos caindo lá fora como criança que come chocolate escondido da mãe.&lt;br /&gt;:::&lt;br /&gt;Junho ainda tem o dia 12, hoje, namorados, apaixonados, porto seguro. Se chove no dia 12, então, foi aí que Deus, com sua generosidade, deu até o que nem precisava. É que o dia dos enamorados, por si só, pela sua aura brilhante, já aconchega o coração. E nem há a necessidade de pingos prateados caindo do céu para fazê-lo brilhar ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-7583761129849481781?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/7583761129849481781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=7583761129849481781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/7583761129849481781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/7583761129849481781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/06/meios-fins.html' title='[meios, fins]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rm6GNTC-puI/AAAAAAAAACo/BvVCKhP-ZXk/s72-c/butterfly_apple.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-5223286230108198444</id><published>2007-03-13T14:54:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:58:59.839-03:00</updated><title type='text'>[bom de aula]</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;em&gt;Na falta do novo, repulico-me, tornado o que já não é novo, novo de novo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(publicado originalmente em abril/2005)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RfbnC9b3gXI/AAAAAAAAACc/tpPkoEgyFfo/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5041470870925050226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="188" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RfbnC9b3gXI/AAAAAAAAACc/tpPkoEgyFfo/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" width="258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;er professor é partir do princípio de que não se sabe nada. O ponto de partida é o da humildade e do respeito consigo mesmo e com o próximo - no caso, o aluno. Professor que entra na sala com arrogância, que acha que sabe tudo e que está diante de um grupo de pobres desesperados em busca de conhecimento corre o risco de viver dias de terror. Não vai demorar muito para o mais esperto dos alunos descobrir que por detrás daquela máscara de arrogância mora um ser frágil e inseguro. E com certeza não vai demorar muito até aparecer o engraçadinho que vai fazer 'aquela' pergunta para desconcertá-lo. O professor bom, não. Esse aí demonstra sua autoridade sem ser autoritário, diz que não sabe e deixa a impressão de ser sábio, corre risco esbanjando segurança, dá aquela velha aula como se fosse a primeira e entra na sala com emoção de ator no palco.&lt;br /&gt;Professor que é bom mesmo olha o aluno no olho, sabe que tem seus limites e os deixa claro para seus pupilos. O bom professor é amigo - não necessariamente depois da aula, mas no olhar de cumplicidade e empatia que só o professor que é bom sabe dar. Esse aceita desafios, levanta os alunos em desespero, mostra para os que se esqueceram que só a memória falhou. Ergue o aluno já por desistir e deixa no caderno uma palavra de confiança. O bom professor confia mesmo, de verdade. Não cria palavras para agradar. Porque o bom professor acredita que todo mundo aprende e que não há limites para o conhecimento. Ele sabe, no entanto, que há pessoas mais lentas que as outras, que cada um tem seu tempo e que ele não pode apressar o rio. Sabendo disso, o bom professor entrega nas mãos de seus alunos a sabedoria de que precisam para tocar seus próprios barcos, remar com seus próprios remos e colher seus próprios frutos, com suas próprias mãos. Professor que é bom ensina mais do que está no livro, se preocupa com o que diz e como diz e sabe que educação não é brincadeira. O bom professor caminha sobre as suas próprias palavras e por isso emana respeito. Ele sabe que o que faz é o exemplo para as vidas que tem ali na frente. Professor que é bom mesmo não distingue velho de criança, rico de pobre, branco de preto. O bom professor é cego para essas coisas, mas tem visão de raio x quando o assunto é ver a essência, olhar lá no fundo, lá dentro de cada uma daquelas criaturas sentadas à sua frente.&lt;br /&gt;O bom professor, para lhes falar a verdade, encara o olhar do aluno como o olho mágico que lhe dá acesso às suas almas. Ele abre a porta, ergue a mão e caminha de mãos dadas com suas almas-aprendizes rumo a um mundo de lições que não acabam nunca. As duas almas, iguais, aprendizes. O mundo, acolhedor, à espera deles. Fazem um pacto de união eterna o professor, o aluno e o mundo. Mesmo distantes, mesmo no escuro, mesmo que nunca mais convirgam seus caminhos, um terá o ombro do outro, o afago das palavras eternas e o aconchego de um mundo de trocas sustentáveis que um dia criaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-5223286230108198444?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/5223286230108198444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=5223286230108198444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/5223286230108198444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/5223286230108198444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/03/bom-de-aula.html' title='[bom de aula]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RfbnC9b3gXI/AAAAAAAAACc/tpPkoEgyFfo/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-9117563697651843857</id><published>2007-03-03T14:32:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:58:59.996-03:00</updated><title type='text'>[jogos aquáticos]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RemzDb1tKcI/AAAAAAAAACQ/lteUeJj0uus/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037754529784605122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RemzDb1tKcI/AAAAAAAAACQ/lteUeJj0uus/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;oram em um paralelepípedo reto-retângulo, com a face superior removível. É por aí que lhes dou comida. São coloridos e não param nunca. Nem quando dormem, param de bater as barbatanas miúdas, mas grandes o suficiente para manter-lhes o equilíbrio. Vivem em um ecossistema equilibrado. Troco um terço da água a cada semana, acrescentando de volta a água que sai da torneira mesmo. Comem quantas vezes eu lhes der comida. São coloridos e parecem felizes. E aí está a minha angústia. Eles parecem, apenas, não sei se são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adepto que sou à liberdade, e coração-mole que tenho ao ver seres em jaula, um dia chocou-me ouvir que o que faço com os peixes é o mesmo: aprisiono-lhes, tiro-lhes a chance de nadar com suas próprias barbatanas, a bem dizer. Como ter aquários e peixes é uma atividade que cultivo desde criança, na minha inocência e espontaneidade infantis nunca me julguei por isso. Parecia-me – e, por vezes, ainda me parece – que um aquário é um rio recriado, e que a transparência dos vidros, o obstáculo invisível à frente do peixe, nada se assemelha a jaulas. Mas o fato é que peixes não reclamam, e parecem satisfeitos – principalmente comendo a ração de vinte reais que lanço direto em suas bocas. Por não reclamarem, por não chorarem um choro alto e vazio no meio da noite, por viverem tão instintivamente, reconhecendo-me pela manhã, hora em que ligo a luz e artificialmente lhes entrego o dia e o desjejum, é que me angustio. Se gritassem e reclamassem a realização do seu destino livre – como fazem os pássaros engaiolados – talvez, num alívio, já os tivesse libertado. Mas não: a inocência e o instinto deles, a aceitação de tudo aquilo, me aprisona e me divide entre o prazer egoísta de tê-los e a possível dura hipótese de ter de devolvê-los a um córrego qualquer. Eles me negam a resposta e, por sua vez, me aprisionam, paralisado, na minha própria dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Se estou, de fato, em um ato egoísta, vendo um rio à minha frente, é bem verdade que  é a minha imaginação de ser livre que cria o rio. Desse lado, tudo parece er mais fácil. Os peixes, solitários naquele mundo estranhamente emoldurado, já desistiram de se debater nas paredes invisíveis. Meio como nós, aprisionados muitas vezes em jaulas discretas, imperceptíveis a olhos nus: debatemos-nos daqui e dali, e sequer sabemos que estamos presos. Passo às vezes horas olhando para eles, e nessas horas me liberto de tal maneira, que é como se eu, aceitando a falsa liberdade de um aquário, entrasse ali, ignorasse a água que pára exatamente na superfície que não existe, formando uma parede, e batesse barbatanas pequenas, respirasse como respira um ser aquático, me deixasse enganar por entre tanto liquido, tanta vida, como já me lembro ter feito há muitos anos, quando tudo para mim começou.)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-9117563697651843857?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/9117563697651843857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=9117563697651843857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/9117563697651843857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/9117563697651843857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/03/jogos-aquticos.html' title='[jogos aquáticos]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RemzDb1tKcI/AAAAAAAAACQ/lteUeJj0uus/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-4170092338084160447</id><published>2007-02-28T10:56:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:59:00.100-03:00</updated><title type='text'>[rituais de verão 5: sobre o re-começo e o fim de tudo]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/ReWKnKe5x8I/AAAAAAAAACE/tvQAI3I1Pwo/s1600-h/sophia_h.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5036584163717269442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 127px" height="136" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/ReWKnKe5x8I/AAAAAAAAACE/tvQAI3I1Pwo/s200/sophia_h.jpg" width="202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;nteontem acabaram os dois galões de água em casa. Pedi pelo telefone. Já ao final da tarde, liguei cobrando, afinal já tinha um bom tempo que eu havia ligado e ouvido, logo, logo estará aí, senhor. A desculpa:&lt;br /&gt;- Foi o carnaval. O senhor sabe, a cidade só voltou a funcionar hoje.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ai, ai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;em&gt;[Precisando desesperadamente de alguém que me ajude a dar uma nova cara a esse velho diário. Aceito indicações]&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-4170092338084160447?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/4170092338084160447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=4170092338084160447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/4170092338084160447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/4170092338084160447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/02/rituais-de-vero-5-sobre-o-re-comeo-e-o.html' title='[rituais de verão 5: sobre o re-começo e o fim de tudo]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/ReWKnKe5x8I/AAAAAAAAACE/tvQAI3I1Pwo/s72-c/sophia_h.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-800830382264348341</id><published>2007-02-13T23:40:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:59:00.196-03:00</updated><title type='text'>[wet and wild]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RdJ3ehoMR0I/AAAAAAAAAB4/E61JE8icK4M/s1600-h/PL004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031215100032993090" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RdJ3ehoMR0I/AAAAAAAAAB4/E61JE8icK4M/s200/PL004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; música de Caetano, uma exaltação ao trio, não o elétrico, mas o do suor, da chuva e cerveja, parece que vai ser o hit do verão, por mais que insistam e tentem os berimbaus metalizados ou os bororós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina do tempo não mente, e os organizadores devem estar de cabelos em pé – até que a chuva caia. Vamos providenciar os plásticos. Mudança de última hora no figurino das divas do carnaval. Nada de decorações muito altas na cabeça. A moça do tempo, quando anuncia a chuva, pede moderação nos badulaques. Nada de homenagens a Carmem Miranda, ou a Maggie Simpson. Coques baixos, pois o plástico negro há de causar dores na cervical. Reforcem-se as doses de analgésico. Chamem, além do &lt;em&gt;fono&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;orto&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;fisio&lt;/em&gt;. Alôbenede, Ivete e Netinho hão de dar-se mal. Altura não combina com plástico-preto-cobrindo-o-trio. Márcia Short, já pelo nome, está fadada se dar bem. Meninas, cancelem os cabeleireiros, porque vai ter muito cabelo pingando na chuva. Horas de prancha serão horas perdidas. Invistam tempo nos impermeabilizantes. Garantam o par de tênis do ano passado - aquele já arquivado, emoldurado, posto para sempre na agenda. Junte-os aos deste ano. Provavelmente a geladeira de casa não vai só trabalhar para esfriar as coisas, mas também para secar sapatos e afins – sendo humana, pode ser que não agüente o trampo. Reforcem a dose de vitamina C e dêem uma passadinha no circuito, ainda vazio e aberto ao trânsito, para garantir que existem pontos estratégicos que garantam o abrigo, mas não levem sombrinhas. Baianos bons e rivais do frevo que somos, certamente não queremos fazer a propaganda involuntária. Garanta o desodorante e leve um de sobra não só para você, mas também para as vinte pessoas que disputam o espaço de um metro quadrado no abrigo de ônibus durante a chuva. Acredite: você vai quer que eles fiquem cheirosinhos. Leve a maracujina, porque a implacável lei de Murphy diz que nesse mesmo abrigo há de haver uma goteira na sua cabeça. Você provavelmente terá de manter a calma, principalmente se houver uma mão boba percorrendo sua pele encharcada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Improvise a fantasia. Esqueça os panos mais pesados e a pupurina no corpo. Você não vai querer andar deixando um rastro luminoso por onde passa. Aos mais vaidosos, nada de gel. Travas, maquiagem só das boas, ‘das de mergulhador’, como diz um amigo. Daniela &lt;em&gt;la&lt;/em&gt; Mercury, reforça o telhado, nega, que Santa Bárbara promete. Lembrem-se os mais afortunados que até as pipocas enclausuradas em camarotes de luxo estão sujeitas, como prova a história recente do carnaval baiano, às intempéries. Tetos inteiros de lona que voam como plumas e chuva de açoite são mais que comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomadas todas as precauções, está tudo bem. É aceitar com um sorriso a limpeza compulsória da cidade – sim, porque nesse carnaval não haverá cheiro de xixi nas ruas - e pular bastante, que folião que não pula na chuva resfria no dia seguinte. E se o sol sair, rezar pra bater aquela chuva de um minuto, que molha somente o suficiente para enxugar depois, que molha só pra resfriar o corpo, apartar a briga, limpar o asfalto quente. Chuva vinda dos céus na medida certa. Uma lágrima poderosa pedindo pra virar alegria, pois faça chuva ou faça sol, São Pedro, amanhã é dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-800830382264348341?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/800830382264348341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=800830382264348341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/800830382264348341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/800830382264348341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/02/wet-and-wild.html' title='[wet and wild]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RdJ3ehoMR0I/AAAAAAAAAB4/E61JE8icK4M/s72-c/PL004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-172332675976400648</id><published>2007-02-09T23:39:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:59:00.306-03:00</updated><title type='text'>[concurso]</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rc0yshoMRzI/AAAAAAAAABs/kuVhX4rdZAc/s1600-h/KD8014.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029732099365291826" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rc0yshoMRzI/AAAAAAAAABs/kuVhX4rdZAc/s200/KD8014.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; revista piauí abriu um concurso literário, que é assim:&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.revistapiaui.com.br/2007/fev/concurso.htm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"Se você acha que tem talento para as letras, participe do concurso Encaixe a Frase, mais uma estupenda idéia de piauí. A coisa funciona assim: todo mês, publicaremos uma frase sem pé nem cabeça. Ao leitor-candidato caberá desenvolver um contexto que a torne sensata, que lhe confira pé e cabeça – se tiver tronco e membros, melhor ainda. Os textos poderão conter 3.200 caracteres (com espaços) e devem ser enviados até o dia 20 de cada mês para o endereço xxx. O melhor deles sairá na revista – ou seja, perdurará na língua portuguesa pela eternidade afora. À medida que as tentativas forem chegando à redação, desde que não assustem crianças, parlamentares ou a bispa Sônia, ficarão expostas à impiedade do juízo público aqui no site. Não deixe de informar seu nome completo e a cidade de onde escreve.Frase do mês:“Mas Alice, eu já disse que não sou mitômano!”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bem, resolvi participar da brincadeira com o texto abaixo. Leiam e vejam o que acham. Para conhecer outros textos que participam do concurso, ou mesmo participar com o &lt;em&gt;seu &lt;/em&gt;texto, clique no parágrafo acima, mas não fique por lá. Volte, por favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-172332675976400648?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/172332675976400648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=172332675976400648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/172332675976400648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/172332675976400648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/02/concurso.html' title='[concurso]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rc0yshoMRzI/AAAAAAAAABs/kuVhX4rdZAc/s72-c/KD8014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-7136305314314481586</id><published>2007-02-09T23:31:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:59:00.425-03:00</updated><title type='text'>[acorda, alice]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rc0uoxoMRyI/AAAAAAAAABg/tYTEG6K6KrU/s1600-h/0000-0191-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029727636894271266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rc0uoxoMRyI/AAAAAAAAABg/tYTEG6K6KrU/s200/0000-0191-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;lice sempre fora mitômana. A realidade lhe parecia ser muito pouco. Desde criança, sempre teve os amigos imaginários, que não desgrudavam dela um só segundo. Eles não só freqüentavam a sua casa, mas ela também ia até a casa deles. Ou seja, além de amigos imaginários, Alice também criava lugares imaginários e realidades paralelas e que eram só suas. No início estava tudo bem. Pais compreensivos, conhecedores dos caminhos da infância. E ter amigos imaginários fazia parte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O problema é que Alice cresceu, e os amigos, os lugares, as histórias, as saudades, continuaram ali, na sua imaginação. O seu último namorado-alucinação morava na Espanha, e ela se trancava em casa dias a fio, para só depois contar suas aventuras em Madri aos poucos amigos reais que tinha. Os amigos, por serem amigos, fingiam que acreditavam, e chamavam Alice para a farra. A farra real, daquelas em que os pés doem e a cabeça explode de ressaca no dia seguinte. Umas doses extras de vodka e de realidade não fariam mal a Alice. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E foi numa dessas farras que Alice conheceu Leo. Um Leo de carne e osso. Ali, aos pés de Alice, derretendo-se inteirinho só de vê-la pela primeira vez. Ela olhou para ele nos olhos, olhou nos olhos dos amigos ao redor. “Não tinha como fugir”, ela pensou – “todo mundo está vendo. Ele é real”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de Alice faiscavam, mas ela olhava para os lados meio que envergonhada. Faltava-lhe coragem. Com um olhar, aceitou o convite de Leo para dançar, mas não conseguia ceder ao toque dele, não havia ritmo na sua dança. A dança que fazia mexer o corpo de Alice só tocava em seus ouvidos, e Leo perdeu o passo. Desde a primeira noite, os movimentos dos dois se desencontravam e ele sabia o porquê. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É que a dança de Alice só tocava em sua própria cabeça. E depois de alguns meses juntos e de muitas conversas, em que Leo insistia que os dois precisavam viver em uma realidade criada pelos dois, e não apenas naquela ilusão que Alice desenhava com tintas tão frágeis para ele. Leo já estava cansado de dizer-lhe que era ela quem deveria vir para o mundo dele, e não ele que deveria ir para o dela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mas Alice, eu já disse que não sou mitômano!&lt;/em&gt; – ele insistia, mas não adiantava. Para Alice, o caminho para a realidade era impossível. Viver naquele mundo de pedras duras no chão, de beijos que acabavam, de contas no fim do mês, tudo isso era demais para Alice, e ela não queria acordar. Era a Bela Adormecida às avessas, a que quer e pede ao príncipe que morda junto com ela a maçã envenenada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como seria então, para ele, romper com isso tudo? Como seria dar as mãos a Alice, dividir a maçã, aceitar o convite para fazer a passagem? Era preciso coragem, fé e um coração batendo forte. Com tudo isso, e uma pitada de instinto, Leo pegou, nas mãos de Alice, a outra metade da maçã. Arriscou uma mordida, e viu Alice sorrir. Outra mordida, e viu seus olhos brilharem um brilho estelar. Mais uma mordida, e Alice lhe abria braços longos, que diziam venha até mim. Deu a última mordida e já se via, ele mesmo, deitado nos braços de Alice, que já havia perdido todas as roupas e, nua de tanta realidade, ensaiava com ele uma dança que ecoava, agora, no ouvido dos dois e fazia-os dançar, dançar, dançar... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-7136305314314481586?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/7136305314314481586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=7136305314314481586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/7136305314314481586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/7136305314314481586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/02/acorda-alice.html' title='[acorda, alice]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rc0uoxoMRyI/AAAAAAAAABg/tYTEG6K6KrU/s72-c/0000-0191-4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-6488759692141722005</id><published>2007-02-08T18:45:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:59:00.718-03:00</updated><title type='text'>[rituais de verão 4, ou de como furar o bolso do gringo]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rcua9hoMRxI/AAAAAAAAABU/3ycRvc9E5QU/s1600-h/14406.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029283790678935314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rcua9hoMRxI/AAAAAAAAABU/3ycRvc9E5QU/s200/14406.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão tenho pena de gringo. Hoje, no Porto da Barra, vi quatro deles se aproximarem, já devidamente acompanhados de um barraqueiro esperto, que arranhava um portunhol bem estranho, cheio de estratégias lingüístico-golpistas, trazendo dois guarda-sóis dos maiores que tinha. Dada a cor e o tamanho dos gringos, ele achou um sombreiro apenas muito pouco. Boa chance de faturar, deve ter pensado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;- Com esse aqui dá até pra dormir. – falava pra os gringos naquele sotaque que parece resolver os problemas de compreensão. Ao mesmo tempo que falava, fazia aquele gestual em que a mão encosta a bochecha, reclinando suavemente a face e fechando por dois segundos os olhos. Eu entendi direitinho o gestual e a estratégia: conforto total, preço um pouquinho mais alto. Um outro barraqueiro que passava pareceu discordar:&lt;br /&gt;-Aqui não é lugar de durmí...&lt;br /&gt;Esse ai é mais esperto, afinal gringo que dorme nem come nem bebe. Aí, a conta só fica no sombreiro.&lt;br /&gt;E o barraqueiro se esbaldou. A gringaiada consumiu que foi uma beleza. Cerveja e muita caipirinha a sete reais, batata frita a dez, tiras de filé a vinte, e por ai vai a conta dos gringos crescendo. Achou muito? Eu também. Mas quer saber? Não tô nem aí. Acabou-se o tempo que eu tinha peninha deles. Não defendo a desonestidade e exploração, mas pragmaticamente pensando, eles estão só ajudando a encher a barriga – espero! – de um brasileiro.&lt;br /&gt;Um sombreiro a cinco reais, ou uma caipirinha a sete não é nada para essa galera que compra uma coca, lá no exterior, por cinco dólares ou cinco euros em uma boate. Se é pra ficar do lado de alguém, deixe-me ficar do lado do cara tentando ganhar a vida. Os gringos estão se distraindo. E, vamos concordar, em Miami o aluguel de uma cadeira de praia custa quinze dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não venha querer ME enrolar, aviso logo. A minha cor, altura, ou sei lá que diabos, me fazem passar por gringo às vezes. Já fiz cara de quem não tá entendendo nada e me deixei levar, até o ponto em que eu digo, em bom baianês, que não vai dar pra comprar não, amigo. Não pago um real na fitinha do Sr. do Bomfim, apesar de toda a minha devoção. É que fui criado na Cidade Baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Nancy, uma francesa que conheci no Buracão, é esperta: quatro meses de Salvador e ela já tá mais que ligada. No Buracão, um picolé – que não é Capelinha - custa 0,40. E ela pede os dez centavos de troco. Não, ela não é canguinha não. Ela é francesa. Ela é de um país onde as pessoas valorizam o dinheiro muito mais que nós. Além de francesa, ela arrasou no português, na matemática e na generosidade:&lt;br /&gt;- Com esses dez centavos você inteira o picolé dele. Leo, você só precisa dar trinta. Quer de quê&lt;/span&gt;? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;:::&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Na foto: gringas recém-chegadas a Salvador celebram, no Porto da Barra, o preço da caipirinha)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-6488759692141722005?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/6488759692141722005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=6488759692141722005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/6488759692141722005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/6488759692141722005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/02/rituais-de-vero-4-ou-de-como-furar-o.html' title='[rituais de verão 4, ou de como furar o bolso do gringo]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rcua9hoMRxI/AAAAAAAAABU/3ycRvc9E5QU/s72-c/14406.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-4971160925619140295</id><published>2007-02-07T11:30:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:59:00.817-03:00</updated><title type='text'>[dá enter]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rcni7PheqiI/AAAAAAAAAA8/GqQYYcU5u-s/s1600-h/KD8058.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5028799966342982178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rcni7PheqiI/AAAAAAAAAA8/GqQYYcU5u-s/s200/KD8058.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;empre vivi por entre papéis. Por minha mãe ser professora, sempre recebia no início do ano aqueles montes de livros novinhos, cheirosos, que pediam para ser folheados, convite agradável ao tato e ao olfato. Somos o que éramos, somos o que, em um tempo, fomos levados a ser, ou melhor, somos o que em um tempo, concordamos em ser levados a ser. Acho que é por isso que hoje passo horas folheando. Como na época não havia o teclado macio de hoje, que a um toque projeta uma infinidade de coisas na tela, hoje divido o hábito anterior – adaptado, para obedecer ao que eu sou na era virtual - entre o prazer do folhear dos livros e o prazer do enter, que é a tecla que pressiono na hora de fazer o meu pedido ao cyber espaço. Que me envie inspiração e alegria, que eu mereço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-4971160925619140295?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/4971160925619140295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=4971160925619140295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/4971160925619140295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/4971160925619140295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/02/d-enter.html' title='[dá enter]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/Rcni7PheqiI/AAAAAAAAAA8/GqQYYcU5u-s/s72-c/KD8058.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-4904581832813545838</id><published>2007-02-07T11:28:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:59:00.950-03:00</updated><title type='text'>[discurso direto e indireto]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RcnjqfheqjI/AAAAAAAAABI/5TQUnKQGIVU/s1600-h/Cliff-Dwellers.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5028800778091801138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RcnjqfheqjI/AAAAAAAAABI/5TQUnKQGIVU/s200/Cliff-Dwellers.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;rofessor Saja, já ouviu falar?&lt;br /&gt;Ele disse assim: “se você não rir, nem chorar, nem se arrepiar na aula, desça até a coordenação e diga que tem um impostor no lugar do professor.”&lt;br /&gt;Ele disse que o nome é ‘sala’ e não ‘cela’ de aula. Disse que a sala de aula é lugar de libertação. Ele disse que somos todos sofredores, e que buscamos a educação, por exemplo, para aliviar nosso sofrimento. Pediu que olhássemos para o lado e olhássemos para os que sofrem e déssemos uma mãozinha. Isso é libertar-se.&lt;br /&gt;Ele perguntou o que é que estamos fazendo com a nossa única vida.&lt;br /&gt;Depois perguntou o que estamos deixando que os outros façam com a nossa única vida.&lt;br /&gt;Depois perguntou o que estamos fazendo com a única vida das pessoas que convivem conosco.&lt;br /&gt;(não acredito em uma única vida, mas filosoficamente, entendo o conceito).&lt;br /&gt;Saja mostrou um clipe de Bathânia cantando aquela música da Gonzaguinha.&lt;br /&gt;Contou a estorinha da bonequinha de sal, que se entrega inteirinha ao mar, dissolvendo-se nele. Finalmente me explicaram porque o mar é salgado.&lt;br /&gt;Ele repetiu que a paz é o caminho.&lt;br /&gt;Professor Saja é um homem magro, com uma careca lustrosa, óculos, baixinho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Che&lt;/strong&gt;io de grandes e revolucionárias idéias.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-4904581832813545838?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/4904581832813545838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=4904581832813545838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/4904581832813545838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/4904581832813545838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/02/discurso-direto-e-indireto.html' title='[discurso direto e indireto]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RcnjqfheqjI/AAAAAAAAABI/5TQUnKQGIVU/s72-c/Cliff-Dwellers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-63646577531342617</id><published>2007-02-03T13:31:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:59:01.114-03:00</updated><title type='text'>[e há tempos]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RcS5U11TaMI/AAAAAAAAAAk/ymthnbNByQw/s1600-h/rio+verm.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5027346851751487682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RcS5U11TaMI/AAAAAAAAAAk/ymthnbNByQw/s200/rio+verm.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;É&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; um daqueles dias em que o invisível prevalece sobre o visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta graus. Uma fila enorme de pessoas com apetrechos na mão. Algumas, carregando apenas uma flor branca. Crianças, jovens, velhos. Uma travesti em vestido de gala. Uma senhora negra, enrugada, um sorriso de fé no rosto. Muita gente de branco. A fila não anda muito, e promete deixar as pessoas fritando ao sol por umas boas horas. O mar logo ali. O mar azul do Rio Vermelho. O mar azul da Dona do Mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O batuque encobre a cidade com um manto ancestral. Há séculos é o mesmo batuque. O retorno ao que sempre fomos tem a trilha das mãos que batem o tambor. O carro de som e o trio elétrico e o axé vieram bem depois, mas o batuque sempre esteve e sempre estará pulsando. Como um coração. Um coração antigo que, nessa festa, ainda não cedeu lugar às modernidades de infinitos decibéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar está pesado. Não um pesado ruim, mas um pesado que indica presença massiva. Presença etérea, presença de uma fé que não se explica. É preciso imaginar o olhar de um cético sobre aquela comemoração de filas enormes e de calor abafante, para se ter o contraponto da fé que move aquelas pessoas até o Rio Vermelho para oferecer a Iemanjá um flor, uma única e já agonizante flor, ou uma cesta com os mais belos presentes. É preciso não ser daqui para notar a grandeza da fé que transforma um bairro inteiro em um local de veneração. É preciso afastar-se, para entender o rumo das embarcações, o cantar ancestral das senhoras de branco, o onipresente odoiá, ecoando nas fitas, nas vozes roucas, nas falas novas das crianças, nos suspiros dos bêbados, no azul turquesa que tenta imitar a cor da morada da Deusa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RcS5VF1TaNI/AAAAAAAAAAs/lyKjnK47Des/s1600-h/rio+verm1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5027346856046454994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RcS5VF1TaNI/AAAAAAAAAAs/lyKjnK47Des/s200/rio+verm1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não há medida possível que contenha o tamanho do que se vê. É como se o tempo voltasse, parasse, andasse de novo à frente, mas que ao final olhasse de forma tímida e dissesse que na verdade, ele mesmo, o tempo, não existe, e que tudo, tudo a que ele se resume, é à fé, ela mesma se explicando pela ausência dele, ela mesma presente desde não se sabe quando, talvez desde o nascimento do mar e de sua força, desde a formação do início de tudo, que não deixa de ser agora mesmo, quando tudo se renova com a reza quase inaudível do pescador que sai ao mar antes que o sol nasça, na mesma luta em que todos estamos para acreditar sem muito entender os caminhos da terra e do mar, que dão uma breve sugestão de onde estamos e para onde, pela fé, nos dirigimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(foto: Rio Vermelho, desde há tempos)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-63646577531342617?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/63646577531342617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=63646577531342617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/63646577531342617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/63646577531342617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/02/e-h-tempos.html' title='[e há tempos]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RcS5U11TaMI/AAAAAAAAAAk/ymthnbNByQw/s72-c/rio+verm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-7909533344091627019</id><published>2007-01-18T20:00:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T03:59:01.296-03:00</updated><title type='text'>[rituais de verão 3: post da maré]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RbDPA11TaLI/AAAAAAAAAAU/2QPcQyhuAeY/s1600-h/P1180041.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5021741197875701938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RbDPA11TaLI/AAAAAAAAAAU/2QPcQyhuAeY/s200/P1180041.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;m primeiro lugar, escolhemos o menos óbvio: fomos de trem. O trem é sujo, e o mar, e os esgotos que se avistam dali são muito mais, mas há uma beleza que é talvez indescritível. Por isso, sem mais delongas, vou sugerir que você vá lá. Não adianta dizer, por exemplo, que há um misto de orgulho, nostalgia e raiva pelo descaso do governo quando se põe do lado de fora a cabeça com o trem em movimento e se avista dali a bela Baía. Linda, com suas águas quentes. Maltratada, como nunca deveria ter sido. É preciso ir lá para que se sinta isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou descrever aqui a beleza e o repúdio que se misturaram dentro de mim quando, chegando em Plataforma, vi uma multidão de famintos catando o marisco que se escondia dentro da areia lodenta que deu as caras na maré vazante. Não vou descrever que havia um cheiro de maré e esgoto, ignorado pela necessidade de sobrevivência, mas havia a beleza. Bravamente, ele continuava ali, já talvez perdida pelos olhos cansados de quem passa ali todos os dias e já nem põe mais a cabeça fora do trem, ou pelo olfato desorientado e esquecido do que fede e do que cheira ali. De longe era belo, sim. Era uma cena bucólica, diria até paradísica. Daquelas que encantam turista alemão. Mas só de longe. Poderia passar horas descrevendo a saudade que eu senti da Baía de quinhentos anos atrás, Baía que nunca vi – não com esses olhos –, mas que me mata de saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos enfim a São Tomé de Paripe, em uma lotação que tinha uma baiana de acarajé à paisana, preocupadíssima com a massa recém-batida que ela levava talvez para o tabuleiro montado da praia. Ainda não eram nem dez da manhã e a massa já cheirava, anunciando o pré-odor da mistura, que no dendê fervente adquiriria outro cheiro, ainda mais provocante. Na kombi lotada, a baiana, bela, negra quase azul, estridente, usando um top curto, escrito ‘Brasil’, pedia ao menino cuidado, que a massa vai virar. Mas o menino não cuidava de nada. Estava atento às paradas, quanto mais gente ele conseguisse reunir na lotação, mais dinheiro no bolso. A baiana estava atenta ao que é dela, ao seu sustento. Eu, atento a tudo, tentando sair um pouco do meu olhar acostumado, tentando viajar um pouco naquelas vidas dos meus conterrâneos, irmãos tão próximos, tão previsíveis dentro do ambiente cultural que dividimos de alguma forma, mas tão interessantes, tão cheios de vida, tão novos para mim. Buscar surpreender-se com o óbvio é o maior exercício de auto-conhecimento que se pode fazer. Sim, porque há muito de mim e de você ali, naquele menino e na baiana de top escrito ‘Brasil’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estávamos na kombi, indo rumo ao litoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É direto pra Base. – gritou o menino. Ele queria dizer que não pararia em São Tomé de Paripe, iria direto para a Base Naval de Aratu. Não entendi o que o menino disse, era tudo muito resumido, ele dizia o já-dito inúmeras vezes, nas inúmeras viagens que já fizera iguaizinhas àquela, tão nova pra mim. Ele repetiu: “É direto pra Base.”, ao que entendi. Lição de pragmática. Quase tiro um zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia de São Tomé de Paripe é das mais lindas. Um oásis de limpeza e organização na periferia. “Nem parece que estamos no subúrbio”, impossível não pensar. Um muro divide a praia. Do lado de lá, é proibido passarem os meros mortais. Aquela praia ali é só para autoridades. Alguém lembra onde Lula passou as últimas férias? Um amigo disse que de longe, no domingo, o negro que predomina de um lado do muro contrasta agressivamente com o branco da areia do lado das autoridades. A metáfora perfeita das nossas diferenças, exposta a olho nu, sem muita sutileza. Crua como o sol de janeiro, tão presente e tão inegável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega-se em Ilha de Maré, destino final, de barco. Na ida, as possantes caixas de som do barco toca Roupa Nova. Som de qualidade, um quase barco-elétrico. Na volta, o arrocha come solto. Uma passageira, incomodada, mas bem-humorada, chama o marinheiro - ou algo próximo disso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tem uma música melhor não?&lt;br /&gt;- É que meu irmão (o irmão dele está no controle da embarcação) levou um corno da mulé dele.&lt;br /&gt;- Mas você não – insistiu a mulher. Quando você levar um, ai vocês ouvem juntos. Em outras palavras, ela queria ser poupada. Dentro de minutos o som mudou. Colocaram um pagodão monorefrônico. Lamentei. O arrocha tava melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Ilha cada rua é seguida pela locução adjetiva ‘de maré’. Por exemplo, “Rua Cemitério de Maré”, a rua principal da cidade. Aliás, não deve ser fácil ser parente de quem morre na ilha.A ladeira que leva ao local onde estão as sepulturas faz quase 90º com a rua. Nunca vi caminho mais difícil e ígreme para o céu. Viver também não deve ser fácil. Falta saneamento básico, falta um sistema de abastecimento de água decente, faltam, enfim, olhos do governo voltados para aquele povo. Oficialmente, estamos no município de Salvador e, não raro, os nativos de lá afirmam isso até com um certo quase-orgulho. Um breve passeio pelo interior da ilha deixa às vistas o descaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No litoral, mais exatamente na praia de Itamoabo, ficamos numa barraca cujas mesas são postas em cima de um grande arrecife que depois de duas horas estaria coberto de água, nos expulsando dali. A água é morna, como em quase toda baía. A proximidade com uma refinaria de petróleo deixa o ar pesado em alguns momentos. Os meninos chamam para o bába. Eu fico com o frescobol, que mais parece tênis, naquela areia dura, impenetrável. Como tudo na vida, há um lado bom e outro ruim. Se por um lado a bola bate no chão e não morre ali, forçando-me a dobrar o corpo para apanhá-la de volta, por outro, ela corre para longe que é uma beleza, sem o atrito da areia fofa. Em poucos minutos fomos expulsos do local pelos meninos do bába. Na praia vence o mais forte. E mais forte que o babá desajeitado e invasivo dos meninos magrelos, só mesmo a maré, que em breve subiria, submergindo as traves e forçando os meninos a sair dali - agora era a vez deles -, e movimentar-se ilha a dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos partiam para dentro e nós para fora da Ilha. Com a maré subindo e o sol que literalmente começava a queimar a pele, a vista da cidade grande - os prédios imensos da Vitória - estavam mais convidativos que nunca. Pegamos o barco que no levaria de volta ao continente, ainda banhado pela quase onipresente Baía, cujas águas tocam, quase incólumes, tantos contrastes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-7909533344091627019?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/7909533344091627019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=7909533344091627019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/7909533344091627019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/7909533344091627019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/01/rituais-de-vero-3-post-da-mar.html' title='[rituais de verão 3: post da maré]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q38Vh9caSwg/RbDPA11TaLI/AAAAAAAAAAU/2QPcQyhuAeY/s72-c/P1180041.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116895290519454524</id><published>2007-01-16T10:05:00.000-03:00</published><updated>2007-01-16T10:11:49.923-03:00</updated><title type='text'>[rituais de verão 2: pelas barbas da sereia]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/1600/98923/7787.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/200/592612/7787.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;e longe o que se via era uma silhueta feminina, sentada na pedra, com o espelho na mão, que mirava direto a parte inferior da face. Era uma sereia. Só podia. Provavelmente passando batom. Pisquei os olhos mais uma vez: quase me enganou, danadinho. Um longo parênteses para explicar que a cena foi vista na Praia do Buracão, Rio Vermelho, Bahia. Para quem não sabe, é aqui nesse bairro que acontece a Festa de Iemanjá, todo dois de fevereiro. Sendo assim, encontrar uma sereia por essas bandas não seria de causar surpresa em ninguém. Um ‘sereio’, sim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nada contra os sereios. Mas o inusitado da cena não era o fato de que ali se banhava um trans. Cabelos longos e ondulados, molhados. Tanga mínima. O inusitado era o que se via naquele fim de tarde, em que o sol já descia fraco, por trás do Pestana, e a sereia ao longe, sentada em uma pedra, como que dirigida por alguém que buscava a sincronia perfeita entre a perna colocada de lado, o sol fraco e dourado do fim de terde de verão, o espelho mirando o rosto em uma das mãos e... uma pinça, catando cada fio da barba, que insistia em crescer . Sentiram o ‘inusitado’ da coisa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por isso é que eu digo. Isso é que dá freqüentar praia com esse nomes. ‘Buracão’ é lugar onde a gente se esconde. Lugar onde se pode fazer tudo, ou como é que vocês acham que consegui essa marquinha de sunga na bunda? E onde vocês acham que eu tive coragem de dar as minhas primeiras raquetadas no frescobol? Essa total ausência de holofotes fez a trava relaxar e viver os seus dois lados. A sereia dourada e o sapo barbudo conviviam em harmonia na pedra do Buracão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E eu de cá, achando que já tinha visto tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116895290519454524?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116895290519454524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116895290519454524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116895290519454524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116895290519454524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/01/rituais-de-vero-2-pelas-barbas-da.html' title='[rituais de verão 2: pelas barbas da sereia]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116882621395263682</id><published>2007-01-14T22:54:00.000-03:00</published><updated>2007-01-15T10:03:50.596-03:00</updated><title type='text'>[rituais de verão 1: o poder da mão]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/1600/337480/100_boca-do-rio.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/200/428272/100_boca-do-rio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;“O erro de um é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir evir, ir e vir... E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...”&lt;br /&gt;(Rubem Alves)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;e cá você recebe e, quando recebe, se quer que dê tudo certinho, de acordo com os conformes, tem de respirar na hora certa, medir a força exata, a direção perfeita e mandar ver. Do outro lado, o que é mandado tem de ser recebido com perfeição, senão o que resta é correr em terreno acidentado para recomeçar tudo de novo. Quem está do lado oposto não é o seu oponente, é o seu parceiro. E você bate com força, para ouvir o sonoro e prazeroso ‘ploct’. De lá, você espera que a recepção seja perfeita e tudo continue. A seqüência de ‘plocts’ gera o prazer inenarrável da continuidade. O prosseguimento, e não a vitória individual sobre a derrota do outro, é o grande prazer aqui. E quando a seqüência de ‘plocts’ segue durante segundos que seja, e quando já se descobrem habilidades novas, como acertar a recepção do lado esquerdo – o lado menos óbvio - , voar bem alto e, mesmo num esforço tremendo – aquele tipo de esforço cuja conseqüência pode ser inútil – acertar o ângulo e força exatos, o prazer é redobrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frescobol é, de fato, um jogo fascinante. E Rubem Alves já havia dito que é a metáfora perfeita do casamento. A continuidade depende da parceria. Vejam que, diferente de qualquer outro esporte, aqui não se marcam pontos nem há vencedores. Um exemplo perfeito de cooperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai umas raquetadas ai?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116882621395263682?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116882621395263682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116882621395263682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116882621395263682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116882621395263682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/01/rituais-de-vero-1-o-poder-da-mo.html' title='[rituais de verão 1: o poder da mão]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116837705383489009</id><published>2007-01-09T18:04:00.000-03:00</published><updated>2007-01-09T18:24:44.380-03:00</updated><title type='text'>[tic...tac]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/1600/369582/526349.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="214" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/320/141873/526349.jpg" width="154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;09:43am&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - &lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;aulinho da Viola diz que o tempo dele é hoje. Acabo de ler um post, no TodoProsa, em que Sérgio Freitas deseja a todos tempo para ler os grandes clássicos em 2007 – e haja tempo para ler ‘Guerra e Paz’.Hoje vou fazer a prova do Detran. Devo saber responder a maioria do que eles pedem, mas há um problema. Tenho quarenta minutos para fazer isso. Se tiver tempo, hoje eu termino de fazer o que comecei ontem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia é cada vez mais raro ouvir-se o tic-tac do relógio. Na era digital, os segundos são engolidos silenciosamente, sorrateiramente anulando o tempo que nos resta. Com o tic-tac pelo menos se sabia que a cada tic e a cada tac la se vai um sopro. A vida digital é fogo, o tempo escapa ligeiro e sem fazer alarde, mas o mais irônico é que ela própria, a tecnologia, vai ali e, poderosamente, faz tudo retornar de novo, em mil cópias se assim você quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiraram o YouTube do ar, e com ele, entre outras coisas, o saudosismo. A democratização do passado, – seja o glorioso, seja aquele que deveria permanecer enterrado para o bem de muitos – foi temporariamente banida. É claro que basta um pouco de tempo e paciência para começarem a surgir maneiras de burlar a proibição, ou um juiz mais sensato entender que isso é censura, que acabou a ditadura explícita, e que o vídeo de Daniela Cicarelli vai existir sempre. Quem sabe com o tempo – olha ele de novo – todo mundo se esqueça até quem é Cicarelli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;01:15 pm&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Há tempo de sobra, eu sei. Estou de férias, mas não há como deixar de contar o tempo. O teste do Detran não aconteceu, era na quinta e não hoje – o tempo contado no calendário me enganou. A minha identidade, com o tempo, perdeu a primeira plastificação e, mesmo se fosse hoje o dia do teste, eu não poderia tê-lo feito, aquele ali pode não seu eu, disse a moça. Vou ter de voltar lá com a minha carteira de trabalho, com a foto de meus 18 anos. O tempo passou e corroeu a imagem antiga - ou será essa a imagem de hoje, a corrompida? – a mulher vai olhar a foto ainda em preto e branco e vai olhar depois para mim. Nos segundos que vai precisar para associar as duas imagens e identificar-me através do que eu era, vou rezar para que essa ponte - a que liga o tempo de lá com o tempo de cá - me de a legitimização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legitimado pela moça, saberei: ali sou eu, em outros tempos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116837705383489009?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116837705383489009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116837705383489009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116837705383489009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116837705383489009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/01/tictac.html' title='[tic...tac]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116812320972770231</id><published>2007-01-06T16:43:00.000-03:00</published><updated>2007-01-06T19:45:06.896-03:00</updated><title type='text'>[no fundo do poço]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/1600/627157/elevator.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/200/388423/elevator.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Sou da OTIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa frase, o homem alto, negro e corpulento livrou-se da tarifa de 5 centavos cobrada para descer o Elevador Lacerda. Achei mesquinho da parte dele. Fiquei até, admito, com um pouco de antipatia do rapaz – que mania essa que a gente tem de levar vantagem em tudo. A antipatia transformou-se em gratidão assim que o elevador chegou no destino final. E é agora que vocês vão entender como uma breve antipatia se transforma em gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrávamos no elevador ao estilo Rexona, ‘sempre cabe mais um’. O negão alto e corpulento foi um dos últimos a entrar e praticamente autorizou a entrada de todos que esperavam. Afinal, ele era de onde era. Nunca tive medo de elevador. Talvez por achar que em caso de despencar lá de cima vou milagrosamente acertar a hora que ele tocará no chão e dar um pulo. No ar, nesse exato segundo, com certeza me livraria da conseqüência da queda. Pura imaginação, eu bem sei. Pois bem, voltando. Quando o cara disse que cabiam mais pessoas, levantei meus olhos para o visor que marcava as horas e vi as quatro letras cravadas no alumínio do painel: O-T-I-S. Foi ai que eu confiei e respirei aliviado. “Ele deve saber que faz”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Dois segundos depois de sentir que o meu cérebro se deslocara brevemente dentro da minha cabeça, já descíamos em alta velocidade rumo ao nível em que estaríamos mais perto do mar quentinho da Baía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oooops. Algo deu errado. Uma parada abrupta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caímos no poço – declarou o ascensorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou-se um quase-pânico. E nem precisou dar o pulinho. Na realidade não &lt;em&gt;caímos&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Aterrisamos&lt;/em&gt; no poço. Por alguns segundos imaginei um poço escuro e um resgate chegando e um monte de turistas fotografando. (Viajei). Mas o cara da OTIS estava, milagrosamente, lá. Forçou a porta com as mãos e só então encontrou o botão ou alavanca que abriria a porta, metade coberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verão na Bahia, o pau comendo solto no Pelô e estávamos no poço do Elevador Lacerda, duas horas da manhã de sábado, e no elevador estava o cara que faz a manutenção do elevador. À paisana, diga-se de passagem. Um pouco bêbado. &lt;em&gt;Escalamos&lt;/em&gt; de volta ao nível do solo. Não havia ninguém fotografando, mas merecia - fato inusitado, não eu. Não sei se havia algum turista ali. Mas imagine você, turista em Salvador, cair no poço do Elevador Lacerda com o técnico dentro. Cair, sem ele, poderia ser, se não trágico, no mínimo entediante – aguardar socorro, essas coisas...-, mas com ele é no mínimo glamouroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todo mundo pode contar essa estória quando volta pra casa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116812320972770231?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116812320972770231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116812320972770231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116812320972770231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116812320972770231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/01/no-fundo-do-poo.html' title='[no fundo do poço]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116795061113072536</id><published>2007-01-04T19:39:00.000-03:00</published><updated>2007-01-04T19:51:51.283-03:00</updated><title type='text'>[mais do mar]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/1600/87659/current.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/200/883192/current.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;R&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ecorro novamente ao mar – essa busca incessante em entendê-lo. A trégua que o verão nos dá, nesses últimos dias nublados, contrasta de forma contundente com a ressaca em que se encontra essa massa azul de água salgada. Se já dizia dois posts abaixo que temo em desvirginá-lo, hoje, mesmo deflorado, o mar não me é nada convidativo. Vi ondas imensas, verdadeiros paredões que se formavam logo ali, a dez metros de mim. Vi meninos corajosos que se lançavam de alturas insanas formadas pela água. Sem medo algum, eles se atiravam do paredão e aguardavam o abraço da onda. Vinham juntas água, areia, algas e a emoção de descer no quase-vácuo. Sem medo, sem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medroso que sou, de longe brincava com meu medo. Quando se tem medo a partir de um lugar seguro a sensação é de prazer. É assim: sentado à beira do mar revolto, eu temia em primeiro lugar por mim mesmo. Eu mesmo criava em mim fantasias, tipo assim: ‘a onda que vem vai ser enorme a ponto de me fazer correr’, ou: ‘a próxima, de tão forte, vai me respingar água gelada’. Todas as fantasias de um lugar seguro. Criando adrenalina, abastecendo-me dela, pra só depois voltar ao que é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de temer por mim mesmo, fingia importar-me com os meninos que desciam as ondas. Quanto maiores as ondas, maior a adrenalina para mim e para eles. De meu canto seguro, agradecia silenciosamente a Deus. Ali, é tudo por um triz. Um braço no lugar errado, um pescoço mal posicionado e lá se vão os meninos abraçados para sempre pelo mar. Naquele mar revolto, na coragem daqueles garotos, no meu medo, mora um Deus que lida brilhantemente com os detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele mar tão imenso, tanta vulnerabilidade, e no fim de tudo, saem os meninos sorrindo. Uns arranhõezinhos aqui e acolá, mas nada que a própria água salgada não cure. Eu, preferindo o seco e chão firme, saio também sorridente das minhas fantasias, arranhões refeitos, fé maior que antes da ressaca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116795061113072536?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116795061113072536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116795061113072536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116795061113072536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116795061113072536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/01/mais-do-mar.html' title='[mais do mar]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116783240930067728</id><published>2007-01-03T10:48:00.000-03:00</published><updated>2007-01-03T10:53:29.320-03:00</updated><title type='text'>[apesar, 2007]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/1600/871515/aaaaaa.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/200/386849/aaaaaa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ansados, então, de tanto descaso, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;fizeram a mala e, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ao invés de partir para longe, resolveram parir um novo dia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;(O velho que a mala continha foi solto no ar,&lt;br /&gt;e o novo que o dia trazia tornou-se a andar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados à beira do rio, viram ao longe o oceano que lhes ria e dizia:&lt;br /&gt;“Em breve, aqui”.&lt;br /&gt;O mar esperava, e eles, ali, reciclavam a esperança,&lt;br /&gt;parindo um dia depois de outro dia,&lt;br /&gt;vendo padecer ao seu lado a velha mala,&lt;br /&gt;que de tão velha&lt;br /&gt;mais nada continha. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116783240930067728?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116783240930067728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116783240930067728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116783240930067728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116783240930067728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/01/apesar-2007.html' title='[apesar, 2007]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116774294577344681</id><published>2007-01-02T09:59:00.000-03:00</published><updated>2007-01-02T10:11:19.746-03:00</updated><title type='text'>[virgem]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/1600/772992/6088.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="128" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/320/736494/6088.jpg" width="237" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uando estou assim, diante dele, e não há ninguém, temo desvirginá-lo. Não que eu o creia ainda virgem, mas é a impressão que se tem ao vê-lo de longe, vazio, vagas a rolar-lhe o corpo. O mar vazio é como um ser virgem e belo. Sua beleza me afasta, porque lhe romper a inocência é de grande responsabilidade, e ele pode sentir a dor da dilaceração e sugar-me para sempre para dentro de suas profundezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que há apenas alguns minutos poderia ter estado ali um menino a descer suas ondas, ou uma senhora velha e assustada a molhar os pés. Mas o fato é que, como a areia que lhe cria a instável borda é virgem como uma sereia de doze anos, – até que a mesma criança retorne e pise-a assim, formando um sulco - o é também a sua pele esverdeada depois que as vagas delinearam novamente a sua superfície. O vai-e-vem das ondas que perfazem o movimento da sua beleza dá de volta ao mar o estado zero da sua inocência. E entregar-se a essa pureza é um prazer cujo preço se paga quando decidimos, sozinhos, perfurar-lhe uma onda com o corpo e depois levantar, em sobressalto, de volta ao ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por esse medo, por esse preço tão alto, que prefiro abster-me e admirá-lo de longe, como se fôssemos eu e ele serenos, translúcidos e completamente livres um do outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Meu muito obrigado a todos que comentam e lêem os textos aqui, que haja muita paz e luz na vida de vocês. Um muito obrigado especial e cheio de saudades para Danilo, que sempre deixa comentários maravilhosos aqui, mas nunca me deixa um endereço para que eu possa retribuir o carinho...Dan, sai da toca. Beijos em todos!)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116774294577344681?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116774294577344681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116774294577344681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116774294577344681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116774294577344681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2007/01/virgem.html' title='[virgem]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116732158967061029</id><published>2006-12-28T12:55:00.000-03:00</published><updated>2006-12-28T12:59:49.700-03:00</updated><title type='text'>[universos paralelos]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/1600/135142/Natal06%20003.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/320/321727/Natal06%20003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;star de férias em Salvador, esta época do ano, é como viver em um universo paralelo. Você vai, por exemplo, à praia, e no carro ao lado vai um cara de gravata e paletó, sufocado no calor que você vai curtir na praia. Enquanto o sol bate na sua pele, cada vez mais bronzeada, o sol bate no cocuruto de quem anda pelas avenidas tórridas da cidade. Queimando, e deixando a pessoa cada vez mais irritada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem mesmo cheguei em casa lá pela uma da manhã. Havia dois carros parados na entrada da garagem do meu prédio. Todos dois lotados de pessoas bêbadas. Deviam ter vindo do Pelô, onde tem ensaio de alguma coisa todas as noites. Quem vai ao Pelô à noite – os habitantes do universo paralelo - não consegue imaginar que no mundo real há pessoas dormindo cedo porque amanhã é um dia como qualquer outro. E quem vai ao Pelô não imagina que ali há, também, pessoas que passam o verão fingindo que estão de férias. Estes são os fugitivos do mundo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No verão, em Salvador, não é difícil encontrá-los. Esses seres são desafiadores por natureza. Desafiam as horas de sono que qualquer ser humano precisa para suportar o dia seguinte de trabalho, desafiam o fim do expediente e vão com a sunga por baixo, dar aquele ‘mergulhinho happy-hour’ no Porto da Barra, não deixam de almoçar com o amigo que mora no exterior e está em visita à Bahia, nem que isso lhe custe o único intervalo que teria para pagar a conta no banco. Para identificá-los, basta observá-los dormindo pelos cantos durante o dia. O fugitivo pode ser um médico mal-humorado, a cozinheira que pôs sal demais na comida que você está comendo no restaurante antes de ir passar aquela maravilhosa tarde na praia, ou até mesmo seu chefe, mais rabugento que o normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é verão, e isso é o que importa. As coisas estão acontecendo. Havia um tempo em que eu ia com um grupo de amigos para o Litoral Norte e lá ficávamos dez dias seguidos nessa época do ano. Um universo paralelo mais distante e paradisíaco, vamos dizer assim. O quarto que dormíamos era tão escuro que nove da manhã parecia uma da madrugada. Eu era o primeiro a observar isso. E não contava duas vezes antes de acender as luzes ou abrir a janela e gritar a frase que virou um clássico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos levantar, galera. É verão e as coisas estão acontecendo. – bastava isso para ninguém conseguir mais pregar os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi slogan melhor na vida. O fato de saber que as coisas ‘estão acontecendo’ enquanto você está no ‘mundo real’ de um escritório, ou em um quarto dormindo, deixa uma certa sensação de desperdício no ar. E é daí que surgem os zumbis ou pessoas como eu que nem vão se importar muito em revisar o último post do blog. Afinal, o sol está brilhando e as coisas estão acontecendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116732158967061029?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116732158967061029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116732158967061029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116732158967061029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116732158967061029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/12/universos-paralelos.html' title='[universos paralelos]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116713707581293791</id><published>2006-12-26T09:39:00.000-03:00</published><updated>2006-12-26T09:44:35.833-03:00</updated><title type='text'>[um depois do outro]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/1600/446788/Z1813D.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1131/596/200/880333/Z1813D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Moço, é a sua vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ah, senhor. Me desculpe. Estava aéreo aqui, pensando em umas coisas boas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Nunca vi ninguém assim tão feliz na fila do pão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Pois é, né. Acho que essa minha felicidade está estampada na cara. Até esqueci.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- E com tanta notícia ruim no jornal... você ainda parece tão feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- É verdade. Vem de dentro. Vou querer dez cacetinhos, moça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Voltou pra casa, que agora é a casa deles. Sentou-se à mesa, com aquele mesmo sorriso estampado na cara. Esqueceu do ruim do jornal, mordeu o pão quentinho, com gosto de casa, de aconchego. Com gosto de aniversário de um ano.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116713707581293791?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116713707581293791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116713707581293791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116713707581293791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116713707581293791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/12/um-depois-do-outro.html' title='[um depois do outro]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116330260119988918</id><published>2006-11-12T00:34:00.000-03:00</published><updated>2006-11-12T00:43:29.910-03:00</updated><title type='text'>[riscos]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/AF405.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/AF405.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão pára de chover. Há horas cai água do céu, em gotinhas perfeitas que se estilhaçam no chão. Vidro líquido. Daqui do quarto no quarto andar, com a luz escassa da noite nublada, se quero descobrir se a chuva mínima e constante ainda cai, é preciso ativar dois dos meus sentidos: a audição e a visão. Há o som dos pingos no chão, e há o reflexo dos pingos na lâmpada do poste. Este último é o mais confiável dos sinais, posto que o barulho da água no chão pode já ser o resto de chuva que estava nos telhados e ainda caem, enganando meus aconchegados sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezo que ela continue a cair. Hoje não saí de casa porque lá fora está tudo molhado, e a secura fresca daqui de dentro é convidativa: em lugares como esse em que moro, onde o sol é mais freqüente, a desculpa da chuva é a melhor de todas para ficar em casa. É culturalmente aceitável atrasar-se ou até faltar a compromissos sociais por causa dos pingos lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuva à noite é ainda mais especial. Não só porque dobra o prazer do sono, mas também porque dá ao céu uma cor misteriosa, com uma claridade que parece vir de um holofote aceso atrás das nuvens que, de tão espessas, não permite a passagem da sua luz, deixando apenas um halo, uma breve clarão, um mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo horas na janela, como que querendo ter a prova de que lá fora caem esses pedaços aguados de céus, como que querendo confirmar a certeza de que lá fora Deus está faxinando o mundo, desceu com vassoura, água e sabão, como que preparando a casa para algum grande acontecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116330260119988918?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116330260119988918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116330260119988918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116330260119988918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116330260119988918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/11/riscos.html' title='[riscos]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116235150664770985</id><published>2006-11-01T00:20:00.000-03:00</published><updated>2006-11-01T00:25:06.666-03:00</updated><title type='text'>[edit me]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;or que a vida, ela mesma, não queima etapas. Apresenta-se inteira, única. Não há etapas visíveis. Vêem-se as etapas depois que elas passam. Tantas vezes queria ter dito: essa eu pulo, mas já foi tarde que ela já está aqui, sob meus pés. O chão que piso é momentaneamente o ar que respiro. Respiro repetidamente. Quando há um susto, o súbito me faz engolir o ar, e o próximo impulso é absorver mais para encher os pulmões com tudo, até esgotar-lhe a capacidade. Pelos tombos e sustos vou aprendendo que há a respiração e há sua redundância, há o ódio e a falta de ar, o remorso e o ar rarefeito, há o silêncio e o ar que se corta em fatias. Há meus pés, o limite da etapa onde me encontro. Há, por fim, eu do alto: o filme inteiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116235150664770985?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116235150664770985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116235150664770985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116235150664770985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116235150664770985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/11/edit-me.html' title='[edit me]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116155211284254442</id><published>2006-10-22T18:16:00.000-03:00</published><updated>2006-10-22T18:21:52.860-03:00</updated><title type='text'>[pacotão]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/4462196-lg.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/4462196-lg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;xiste algo mais irritante na vida do que um vizinho barulhento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sim: um vizinho pagodeiro. Barulho de má qualidade. Barulho bom a gente até suporta. Não seria nada mal ser vizinho de João Gilberto, por exemplo. Não me incomodaria em ouvir um domingo inteiro ele dedilhar um samba de uma nota só. O problema é quando seus vizinhos tocam pagode de má qualidade. Todos de uma nota só, feitos por gente de um neurônio só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já tentei dormir, ler, escrever. Os caras lá embaixo já estão ficando roucos e toda hora dizem que é a saideira. Quando dizem isso, eu entro em júbilo, afinal ainda faltam 4 horas para a hora oficial, em que posso ligar para a polícia. Dois segundos depois eles se rendem aos fãs e tocam mais uma. É tortura em dobro: além de ter de agüentar a música, ainda há a tortura do pirulito que ‘quase’ vem à boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora parece que parou. Ou ficaram roucos de vez, ou estouraram a corda do cavaquinho ou, pra minha sorte – porque essa sim seria uma trégua definitiva, sem volta – a cerveja acabou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116155211284254442?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116155211284254442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116155211284254442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116155211284254442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116155211284254442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/10/pacoto.html' title='[pacotão]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116137137501100398</id><published>2006-10-20T15:50:00.000-03:00</published><updated>2006-10-20T16:09:35.056-03:00</updated><title type='text'>[lula e o sorvete da ribeira]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/sputnik_h.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/sputnik_h.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;o domingo das eleições estive em minha terra, a Ribeira (sim, porque apesar de, hoje, morar no Rio Vermelho, me considero nativo de lá) para tomar um sorvete. Desisti ao ver o tamanho da fila, que quase fazia curva na próxima esquina. Estava com um amigo de fora que disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem vale tanto a pena pegar a fila. O sorvete nem é tão bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é verdade. Baianos somos e orgulho temos, mas tem sorvete melhor do que o da Ribeira sim, vamos admitir. Então, me pergunto: “Por que será que, mesmo sem ser tão bom assim, o sorvete da Ribeira atrai gente da cidade inteira, gente que literalmente cruza Soterópolis de um ponto a outro para saboreá-lo?” A resposta só pode ser uma: a força do mito. O boca a boca simplesmente transformou o Sorvete da Ribeira no melhor sorvete da cidade, no ponto turístico que se iguala em importância ao Elevador Lacerda. E quem quiser que diga o contrário. Vir à Bahia e não tomar o sorvete é igualzinho a ir a Roma e não ver o Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é nessa hora exata que começo a esclarecer o título desse post, porque é nessa hora exata que me dou conta, olhando para a filha quilométrica, de que o que mantem Lula no poder é a sua aura mitológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o que ele fez ou não fez: assim como o sorvete da Ribeira, Lula é adorado sem muitos questionamentos. O povão – que é muito parecido com nós mesmos, ou com os turistas que chegam afoitos à cidade em busca do famoso sorvete – vota em Lula porque ele tem uma história que o eleva ao patamar maior do mito. Veio do proletariado, perdeu um dedo no exercício de uma profissão árdua e que paga mal, nunca esteve em uma universidade e nunca ouviu falar em concordância nominal. Outro dia li um ensaísta (me perdoem a falta do nome), que dizia que Lula nunca se dispôs a fazer um curso superior para manter, através da suposta ignorância, a aura de mito. Pode até ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas sorveterias da cidade já tentaram colocar nas suas portas, em letras garrafais, que o sorvete que vendiam era da Ribeira. E não deu certo. Porque sorvete da Ribeira só é bom se tomado na Ribeira, assim como Lula só é bom quando ele esquece o plural e cita a mãe e seus conselhos sábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula sabe disso. Ele sabe do poder que tem, e sabe que a sua imagem ainda está imaculada por conta do mito que é. Se você já sucumbiu ao mito e foi à Ribeira tomar o famoso sorvete, já deve ter reparado que lá eles não primam em nada pela higiene. O piso é sujo, os meninos que atendem são mal-amanhados e a impressão que se tem é que, assim como o governo Lula, tem muita sujeira escondida no porão. Mas, mesmo assim, um domingo sem o sorvete da Ribeira, para alguns, é sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim passam-se os dias, os anos, e a gente segue, ignorando umas verdades aqui e outras ali, aceitando o óbvio, escolhendo o que há de menos pior. Pisamos na lama preta da porta da sorveteria e, mesmo assim, quando pomos a pazinha na boca, cheia de sorvete, agradecemos a Deus porque sorvete igual aquele ninguém ainda conseguiu inventar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116137137501100398?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116137137501100398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116137137501100398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116137137501100398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116137137501100398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/10/lula-e-o-sorvete-da-ribeira.html' title='[lula e o sorvete da ribeira]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-116131078987558488</id><published>2006-10-19T23:14:00.000-03:00</published><updated>2006-10-19T23:28:30.276-03:00</updated><title type='text'>[26cm x 35cm]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/7445.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/7445.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ndo recolhido por muitos motivos. Apesar de multifuncional, não tenho conseguido tempo para escrever por aqui. Tenho, no entanto, encontrado, (cavado, desenterrado...), um minutinho aqui e ali para deliciar-me com uma das melhores novidades do ano para quem gosta de ler coisa de qualidade, para quem está cansado de notícia ruim, reproduzida, mal escrita e batida. A foto da capa é esta e o que está dentro é deliciosamente degustável. Já fiz a assinatura, porque não me contive. Espero que ela dure pelo menos os meses que dura o meu contrato com a editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique aqui para saber mais sobre a ‘&lt;a href="http://www.nominimo.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;amp;pageCode=50"&gt;piauí’&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-116131078987558488?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/116131078987558488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=116131078987558488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116131078987558488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/116131078987558488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/10/26cm-x-35cm.html' title='[26cm x 35cm]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115982585207970337</id><published>2006-10-02T18:48:00.000-03:00</published><updated>2006-10-02T18:50:52.100-03:00</updated><title type='text'>[independência da bahia]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;erá que agora o nosso aeroporto volta a se chamar 2 de julho?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115982585207970337?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115982585207970337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115982585207970337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115982585207970337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115982585207970337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/10/independncia-da-bahia.html' title='[independência da bahia]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115887604805899536</id><published>2006-09-21T18:56:00.000-03:00</published><updated>2006-09-21T19:00:48.076-03:00</updated><title type='text'>[radio days]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ivemos na sociedade da informação. Pois bem. Com as TVs de tela plana, tela lisa, tela não-sei-mais-o-quê, internet a mil por hora e outdoors cada vez mais iluminados,  minha maior e mais freqüente fonte de informações tem sido o rádio. O rádio mesmo, aquele de pilha, enorme, que carrego pra cima e pra baixo no meu carro. (Aqui vale um parêntese: depois de ter tido o CD player do meu carro roubado três vezes, desisti. Hoje carrego comigo um rádio de pilha de camelô e meu Ipod.) No meu rádio, estou sempre na sintonia da Metrópole e da Band News. Mesmo porque, no meu looooongo percurso da Paralela, seria um tédio ficar enclausurado nos meus próprios pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio é bom. No meu caso, então, nem se fala. Me diverte e me informa. Acho que rádio é para ouvir notícia, assim como DVD é para rever filme que se viu no cinema. Atribuo a esses dois meios funções bem específicas. Não tenho muita paciência de esperar a próxima música sem gostar da que estou ouvindo. E vamos concordar que as opções aqui em Salvador são péssimas. E ai, chatice por chatice, fico com as notícias, ou as tiradas hilárias das meninas da Metrópole, no ‘Aí vêm elas’, todos os dias às 15h, ou no repeteco, às 20h. Esse programa vale um post à parte. Quem assite, oops, ouve, sabe o que estou dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E rádio dá aquela familiaridade gostosa. Parece que está na genética da mídia, parece que é inerente a ele aquela sensação de família, de aconchego, de ‘te conheço’. Acho que pela falta da imagem, a imaginação voa mais alto, os ouvidos ouvem melhor, as vozes que estão ali todos os dias acabam se tornando companheiras, amigas. Deve ser essa a sensação que minha vó tinha na hora da novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o rádio dá pra se informar um pouco, é bem verdade, mas fica sempre faltando alguma coisa e ai não tem como se frustrar, no meio daquele velho engarrafamento das 18 horas, quando a gente só ouve o que seria imperdível ver. Daniela Cicarelli, por exemplo. Ainda não vi a carinha dela de orgasmo na praia espanhola. Sei que o vídeo anda rolando na net, mas sem conexão em casa, como é que eu terei a cara de pau de ver o vídeo aqui, em plena sala dos professores? Hoje as meninas do basquete perderam para a Austrália. Ouvi, mas não vi. E a cara lisa de ‘não-vi-nada’ de Lula, hoje de manhã, no Bom Dia Brasil? Essa eu não vi, mas não fez falta, que já conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Imperdível: pra quem gosta do Macaco Simão, na Band News, sempre às 8:30 ou 17:30, comentários e neologismos e trocadilhos e bom humor pra dar e vender.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115887604805899536?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115887604805899536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115887604805899536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115887604805899536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115887604805899536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/09/radio-days.html' title='[radio days]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115835663900947096</id><published>2006-09-15T18:36:00.000-03:00</published><updated>2006-09-15T18:45:21.846-03:00</updated><title type='text'>[rapidinha]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão é por falta de coisas acontecendo que ando sumido. É pelo excesso delas. E sem internet em casa, fica difícil encontrar aquele tempinho entre o banho e o jantar para escrever um post. Mas o Diário Evolutivo continua, não pára assim fácil não. Em breve estarei reconectado, pelas ondas do rádio, já que a Telemar não encontrou circuitos suficientes na minha nova residência para instalar o Velox. Por enquanto, fiquem com esse ótimo depoimento de Cristóvam Buarque, o candidato da educação, roubado do site do amigo do &lt;a href="http://www.riovermelho.blogspot.com/"&gt;Rio Vermelho&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Não é por falta de dinheiro que a educação é problemática, é por falta de prioridade. O Brasil é um país que quando resolve o problema da elite, da minoria; esquece do povo. E da educação dos filhos do rico está resolvida, não está ruim não: há escolas excelentes nesse país. E isso não é só na educação não. Isso é com saúde, isso é com transporte. Os aeroportos são ótimos, as rodoviárias são ruins. Só há duas coisas no Brasil que foram resolvidas para o povo e para a elite da mesma forma: campanha para erradicar a poliomielite e o programa de apoio às pessoas com HIV. Sabe por quê? Porque o vírus dá em rico e em pobre. Se o analfabetismo pegasse – você tocou a mão do analfabeto e ficava analfabeto de novo – não tinha mais analfabetismo no país."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115835663900947096?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115835663900947096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115835663900947096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115835663900947096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115835663900947096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/09/rapidinha.html' title='[rapidinha]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115583831838268628</id><published>2006-08-17T15:07:00.000-03:00</published><updated>2006-08-17T15:11:58.416-03:00</updated><title type='text'>[ao mar]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;ias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de mudança, sem net em casa. Corre-corre. Mudança de casa mesmo. Agora, moro pertinho de Iemanjá.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115583831838268628?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115583831838268628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115583831838268628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115583831838268628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115583831838268628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/08/ao-mar.html' title='[ao mar]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115521688596021046</id><published>2006-08-10T10:34:00.000-03:00</published><updated>2006-08-10T10:37:08.836-03:00</updated><title type='text'>[geneticamente modificada]</title><content type='html'>&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://youtube.com/v/Lf4sCu56gNI"&gt;&lt;embed src="http://youtube.com/v/Lf4sCu56gNI" type="application/x-shockwave-flash" height="350" width="425"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115521688596021046?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115521688596021046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115521688596021046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115521688596021046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115521688596021046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/08/geneticamente-modificada.html' title='[geneticamente modificada]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115475995583582653</id><published>2006-08-05T03:36:00.000-03:00</published><updated>2006-08-05T03:41:56.543-03:00</updated><title type='text'>[cadastro de pessoa física]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/928-010.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/928-010.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;á uma olhada no sistema, por favor. Vocês tem o quê de Paulo Leminsky?&lt;br /&gt;- Paulo L-e-m-i-n-s-k-y. Isso, mas faltou o 'ene'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada?&lt;br /&gt;- Tenta aí João Ubaldo Ribeiro. É. Faltou o 'i' de Ribeiiiiiro.&lt;br /&gt;- Nada? Como assim, que tipo de livraria é essa que não tem nada de João Ubaldo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olha assustada para mim. Tava na cara que ela não sabia quem era nenhum dos dois autores mas, diante da minha surpresa, se achou na obrigação de ter uma idéia brilhante e me ajudar na busca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe o CPF dele?&lt;br /&gt;- Como assim? De João Ubaldo? Como vou saber, minha filha?&lt;br /&gt;- Mas precisa, a busca fica mais detalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha expressão assustou a menina. Senti-me num dos episódios de ‘Além da Imaginação’. E insultado. Que obrigação eu tenho de saber o CPF de João Ubaldo Ribeiro para consultar o estoque da livraria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da minha cara de ‘não-tô-entendendo-nada’ a garota caiu em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu Deus me desculpe. Tô na tela errada. Eles não são clientes não, né?&lt;br /&gt;- Não. Estou à procura de livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudou da tela ‘cadastro de clientes’ para a tela ‘busca de livros por autores’. Não tinha nada de Leminsky, e quase nada de Ubaldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei saindo da livraria com o Kama Sutra e uma crônica fresquinha pra contar pra vocês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115475995583582653?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115475995583582653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115475995583582653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115475995583582653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115475995583582653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/08/cadastro-de-pessoa-fsica.html' title='[cadastro de pessoa física]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115466567246731973</id><published>2006-08-04T01:24:00.000-03:00</published><updated>2006-08-04T01:27:52.480-03:00</updated><title type='text'>[o que você vê e o que eu digo]</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/angel_h.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/angel_h.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;i a moça dançando, vi o menino fazendo os cocos dançar, vi o sol raiando, você surgindo. Vi minha conselheira piscar os olhos e soltar uma gargalhada estridente para seus padrões, quando disse que a empregada estava por vir. Vi o homem do filme voltar no tempo só para se apaixonar, vi um rato preso e gemendo na ratoeira, a cidade no caos das dezoito horas, vi cinqüenta almas sentadas à minha frente aguardando a minha próxima palavra.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Hoje eu vi de tudo, vi com esses olhos, vi com olhos outros, vi através dos seus olhos. Vi a mim mesmo, nessas paragens suas, nesses verbetes que invento, nessa força que faço, aqui, teclando palavras e coisas soltas, fingindo que vi o que não vi, só pra chamar a sua atenção novamente, só para pedir que me devolva a graça da reticência que um dia me prometeu a sua voz doce, só para evitar que dois pontos caiam e só fique um, indicando um ponto final.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;(não fiques, pois, a aplaudir daí, de pé, porque de fato nada acabou. Tudo está ainda e apenas começando. Não é ao que pensas que me refiro. As tuas referências é que andam podres, sei que precisas rever para que time torces. Não é sobre isso que tens ai, como plano, de que falo. Falo de coisas aqui já muito simples, tão rasas, tão leves, tão sem importância... Tu, por outro lado, ficas daí, remoendo idéias, refazendo casas e jogos, quando eu, daqui, leve, flutuo e jogo palavras desconexas que mordes como isca. E porque só te alimentas delas, definhas a cada dia, porque a isca não é do tamanho da tua fome, e esta tua espreita jamais te saciará.)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115466567246731973?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115466567246731973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115466567246731973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115466567246731973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115466567246731973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/08/o-que-voc-v-e-o-que-eu-digo.html' title='[o que você vê e o que eu digo]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115465258245177164</id><published>2006-08-03T21:46:00.000-03:00</published><updated>2006-08-03T21:49:42.463-03:00</updated><title type='text'>[receita pra dar certo]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/a0153-000536.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/a0153-000536.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Boca calada e pé ligeiro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115465258245177164?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115465258245177164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115465258245177164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115465258245177164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115465258245177164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/08/receita-pra-dar-certo.html' title='[receita pra dar certo]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115449073474550250</id><published>2006-08-02T00:47:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T00:58:19.830-03:00</updated><title type='text'>[nova prole]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/KD8014.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/KD8014.2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;" &gt;H&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;oje dei a segunda e última palestra/oficina para os professores de licenciatura especial do PROLE, um programa do Estado que visa enquadrar academicamente os professores da rede pública estadual que não possuem licenciatura (sim, há muitos nessa situação).&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi uma experiência gratificante. Primeiro porque tive a oportunidade de mais uma vez enveredar por um universo novo para mim, que é o ensino público. Tive a oportunidade de ver, convivendo juntos, a fragilidade e a motivação, o descaso e a vontade de crescer, o profissionalismo.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A fragilidade a que me refiro vem da própria formação dos professores. Mesmo intitulados ‘professores de inglês’ poucos têm um nível de proficiência equivalente ao nível 3 (que seria a metade de um curso básico como o do UEC). A motivação vem de exemplos como o de Clara, que me chamou em particular ao final da sessão e me perguntou como foi o início da minha carreira porque, para ela, aquele era, de novo, o início de tudo. O descaso vem do nosso governo mesmo, que não deu a formação desses professores antes. Mesmo com a boa vontade e o entusiasmo de muitos, qualquer um sabe que o descaso contamina, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e aí não dá pra deixar de imaginar quantos alunos já passaram por mãos que poderiam estar melhor preparadas, quantos alunos poderiam ter sido melhor guiados.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os olhares e os aplausos ao final de cada uma das palestras foram de verdade. Os professores ao final de cada palestra aplaudiram não a mim, ou o coordenador de tudo aquilo, ou o tema, mas aplaudiram eles mesmos. Pela coragem de recomeçar, de ver o que antes não se via, de se tornarem profissionais no sentido maior da palavra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não pensei duas vezes em olhar nos olhos de Clara com muita atenção de dizer para ela que ela podia, sim, recomeçar e fazer um ótimo trabalho. O brilho que vi nos olhos dela não me deixaram dúvida alguma.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115449073474550250?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115449073474550250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115449073474550250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115449073474550250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115449073474550250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/08/nova-prole.html' title='[nova prole]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115436865800200565</id><published>2006-07-31T14:57:00.000-03:00</published><updated>2006-07-31T14:58:22.493-03:00</updated><title type='text'>[como se vende pamonha na bahia]</title><content type='html'>&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://youtube.com/v/nL8k0zQ-H94"&gt;&lt;embed src="http://youtube.com/v/nL8k0zQ-H94" type="application/x-shockwave-flash" height="350" width="425"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115436865800200565?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115436865800200565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115436865800200565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115436865800200565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115436865800200565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/07/como-se-vende-pamonha-na-bahia.html' title='[como se vende pamonha na bahia]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115436826654794797</id><published>2006-07-31T14:42:00.000-03:00</published><updated>2006-07-31T14:51:06.676-03:00</updated><title type='text'>[poeiras]</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/Whitewasher.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/Whitewasher.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la. Em um cofre não se guarda coisa alguma. Em cofre, perde-se a coisa de vista. Guardar uma coisa é iluminá-la ou ser iluminado por ela." -(Antônio Cícero)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Guarde-o sim, mas visite-o, retome-o em seus braços com freqüência absoluta. Não importa o quão bem guardado esteja, a poeira há de encontrá-lo, caso não passe um pano úmido de seu cuidado diariamente. Caso deseje colocá-lo em arredoma de vidro, o faça o quanto antes: pode ser que, de tão grande e pesado, não haja invólucro que o abrigue, não haja fôrma que o aloje, nem força que o contenha. Se tem um objeto amado, use-o, no melhor sentido da palavra, ou poderá vê-lo empoeirar, depois definhar, para enfim misturar-se com os abandonados, queridos de tempos atrás, possuídos apenas pela fúria gananciosa dos que não abrem mão do que têm, sem saber que quem tem e não dá nunca possuiu nada.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115436826654794797?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115436826654794797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115436826654794797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115436826654794797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115436826654794797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/07/poeiras.html' title='[poeiras]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115397956224091940</id><published>2006-07-27T02:49:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T02:52:42.253-03:00</updated><title type='text'>[eis édipo]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/departure_of_the_winged_ship.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="199" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/departure_of_the_winged_ship.jpg" width="245" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;J&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;á estava pronto para apagar a luz e veio uma frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já está na hora de avançar, disse-lhe o espelho. Algo mudou, uma vassoura caiu no meio da noite, um estalo, um grito, depois um leve sussurro e imediatamente depois, sem avisos, o caminho, enfim, da maturidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era capaz de ouvir a vassoura caindo, no meio da noite fria, sem sentir aquele medo atroz de quando era criança e tinha de cobrir as orelhas e os pés, mesmo com o calor que invariavelmente fazia nos trópicos. Ele é filho dos trópicos. Filho também de pai e mãe amáveis por demais. Tem aprendido a amá-los, entendê-los, amá-los novamente e, como numa espiral que retorna a si mesmo, entender-se por completo. Mas voltando à vassoura: a vassoura é importante, pois é ela a metáfora dos medos que tinha, os medos que já passaram, assim como já passou a infância. Desta vez, no entanto, parece que já se vai de verdade. Os resquícios da queda da vassoura e do barulho seco que ecoou por dentro do quarto escuro, o grito, depois o sussuro. Os sons que povoavam o seu ambiente vinham decrescendo em intensidade absurda até o momento que surgiu o inevitável silêncio. Com ele, a vontade de abrir a sua própria porta, ter seu próprio olho de vidro, inabalável como o do Super-homem, ver a Terra lá de cima. A sua Terra, o seu mundo o seu Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou-se para a luz ainda acesa e lembrou-se do tempo em que se agarrava a ela, à claridade artificial que fazia rodar, solitário, o contador lá fora, para fechar os olhos sem o pavor que trazia a escuridão. Mas a luz, apesar de acolhedora, fazia revelar-se logo ali à frente a imagem da mãe sorrindo, mãe que estava no quarto ao lado, mas fazia falta como se já estivesse morta. Voltou-se de novo para a luz acesa, a luz que agora não mais se espalhava inteira pelo quarto, mas focava com leveza uma outra foto. Não era mais a mãe, não havia mais o medo, não havia mais o quarto ao lado, a parede - que para ele era a morte - o separando do seu grande e primeiro amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o que havia era a luz fazendo um túnel, iluminando a parte de si mais valiosa, parte que deixaria tranqüilamente no escuro enquanto embarcasse nos sonhos, por que tinha a certeza que ela voltaria nas horas oníricas muito mais viva, muito mais iluminada, porque agora vinha tomada por ele, por seus braços longos e calmos que acolhiam, que traziam para perto e punham-no ali, sob o foco radiante do seu olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou-se para a luz ainda acesa. Pensou novamente se havia uma nova frase. Não havia. Só um sentimento não-verbal era o que havia. Fez a oração de agradecimento, e fechou-se na sua escuridão, à espera dos novos sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115397956224091940?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115397956224091940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115397956224091940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115397956224091940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115397956224091940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/07/eis-dipo.html' title='[eis édipo]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115336791560963389</id><published>2006-07-20T00:58:00.000-03:00</published><updated>2006-07-20T01:01:01.923-03:00</updated><title type='text'>[dona edith]</title><content type='html'>&lt;embed src="http://youtube.com/v/EFKTXhyqhBs" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Insano esse vídeo. Quem não conhece uma dessas?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115336791560963389?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115336791560963389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115336791560963389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115336791560963389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115336791560963389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/07/dona-edith.html' title='[dona edith]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115266439974887358</id><published>2006-07-11T21:22:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T22:10:11.416-03:00</updated><title type='text'>[lying on the couch]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/diva.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/diva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;autor do livro é Irvin D. Yalom, Wilker. Ele é ainda o autor de ‘Quando Nietsche chorou’ e ‘A cura de Schopenhauer’. O nome é ‘Mentiras no divã’. Um livro bem interessante sobre terapia, que percorre os caminhos das mentes do analista e do analisado, as mentiras, as fraquezas humanas, além de dar ótimas dicas (?) a respeito do que é o processo. Caiu nas minhas mãos em um momento interessante, em que estou fazendo terapia e cada vez mais apaixonado pelos mistérios do inconsciente. Não se trata de nenhuma obra-prima. O livro é apenas bem escrito, tem uma trama interessante, mas para ser uma obra-prima, um livro inesquecível, o autor teria de ter um estilo. Não há sequer resquícios de estilo na forma como ele escreve.&lt;br /&gt;Há revelações interessantes. Há discussões sobre ética, transferência e contratransferência (a identificação do analista com o analisado). É interessante observar que as fraquezas humanas estão em todos – inclusive nos analistas (!!), mas que a técnica ajuda a disfarçá-las. Isso é o que mais me instiga no livro: a discussão acerca do quanto do analista pode revelar-se ao analisado, questionamento que acredito ser, talvez, o mote central do livro – ao que tudo parece, já que li apenas 55% do total.&lt;br /&gt;Pessoalmente, não gostaria de saber nada a respeito da minha terapeuta. Assumo que é bom para mim estar alheio aos problemas que ela possui, é bom para mim vê-la como um ser imune a intempéries. Ajuda no processo. Ernest, o personagem principal do romance, pensava assim até um certo momento. No ponto em que estou, ele resolve testar a honestidade total com uma de suas pacientes – tudo indica, uma escolha erradíssima de cobaia – e permitir-se revelar diante dela. Até perguntas ela está livre para fazer. A única restrição a essa diretriz de honestidade absoluta é a seguinte: seja honesto na medida em que isso for útil ao relacionamento com o paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pergunta fica: nas nossas relações até que ponto essa diretriz deve nos guiar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115266439974887358?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115266439974887358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115266439974887358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115266439974887358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115266439974887358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/07/lying-on-couch.html' title='[lying on the couch]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115253912859113642</id><published>2006-07-10T10:34:00.000-03:00</published><updated>2006-07-10T10:49:23.406-03:00</updated><title type='text'>[closer]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P7080041.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/P7080041.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ltimamente venho descobrindo os prazeres da fotografia. Não penso, obviamente, em mudar de profissão, mas me agrada sentir o surgimento de um hobby que pode me render muito prazer. Encanta-me, principalmente a fotografia macro, aquela que a lente chega perto do objeto. Tão perto que lhe capta quase uma verdade. De perto, captando a sua anormalidade. É assim: de longe é um jardim. De perto, é uma flor cheia de detalhes incríveis. De longe, uma praça, de perto, um besouro de cores inspiradoras passeando na pétala de uma orquídea. De longe, mato verde, daquele que você passa por cima sem nem ver. De perto, flores minúsculas crescendo e se tornando gigantes de beleza escultural pelas lentes que quase as tocam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografar coisas que geralmente passamos sem perceber é um exercício de sensibilidade. É um salto enorme: o que antes era pisado, ou ignorado, hoje é admirado, passa a ser objeto de encantamento, de busca, para enfim ser armazenado numa imagem que pode durar para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá em Rio de Contas, as pessoas não entendiam o que eu fazia a uma hora daquelas trepando, no bom sentido, por entre as margaridas, ou encostando tanto naqueles pés de mato. Custou um bom pacote de paciência ao meu amor, que teve de se recostar nas pedras, no meio das trilhas, para esperar que eu captasse mais uma imagem daquela florzinha minúscula. Em Conquista, eu fiz o teste: em uma volta no quarteirão, foram mais de 50 fotos. Fui numa Lan House – nesse mesmo quarteirão - descarregá-las e perguntei à dona do local se ela reconhecia onde haviam sido tiradas aquelas fotos. Ela não reconheceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho aprendido o quanto andamos distraídos. De perto, realmente, Caetano, ninguém é normal. E ainda acrescento: somos quase ignorantes das nossas anormalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(veja mais fotos no Lambe-lambe, ao lado)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115253912859113642?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115253912859113642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115253912859113642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115253912859113642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115253912859113642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/07/closer.html' title='[closer]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115238556550595998</id><published>2006-07-08T15:57:00.000-03:00</published><updated>2006-07-08T16:12:05.010-03:00</updated><title type='text'>[flores para quando tu sonhares]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P7080091.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/P7080091.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;stou na cidade onde o tempo se estabiliza. Estou na cidade onde o tempo não passa. Fica. Essa é a cidade do Tempo, onde ele encontrou-se a si mesmo e parou. Parou e convidou os passantes a parar. A única noção que se tem das horas, por estas bandas, é o contorno que o bem-vindo sol faz nos céus – bem-vindo, porque há um frio estremecedor, que se aloja nas casas e nas sombras nesta época do ano. Não há relógios funcionando, pergunte a qualquer passante que a resposta será um tímido ‘não sei do que fala, esse tal de tempo, por aqui, nunca esteve’. O Tempo está. Desde sempre foi aqui o seu alojamento, desde a época em que chegaram aqui os negros, fugindo das horas amargas das senzalas, desde a época que passaram por aqui os portugueses construindo estradas que fariam o tempo parar e ficar. Desde as minhas velhas encarnações eu tenho passado por aqui. Talvez como escravo, opressor, minhoca, abelha que adora orquídeas, não sei. O fato é q&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P7080094.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/P7080094.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ue tudo é tão familiar. Talvez porque é tudo muito parecido com o início. Desde o início onde, eu sei, não me engano, o Tempo já existia e fazia as coisas se moverem, mas já adormecia tranqüilo nos braços de quem escuta esse silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(O nome desse paraíso é Rio de Contas, BA. Estou a mais de mil metros suspenso no ar, em braços amados, por entre flores que de tão lindas e vaidosas se mexem tanto quando chego perto para fotografá-las, que não consigo o foco. O vento, nesse silêncio que faz aqui, me põe, também, a balancar, quase perdendo o equilíbrio em queda ao chão. Mas gosto dessa busca do outro pelo meu foco, gosto da dança que toma as mãos do fotógrafo enquanto ele tenta arrancar de mim a nitidez perfeita.)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115238556550595998?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115238556550595998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115238556550595998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115238556550595998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115238556550595998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/07/flores-para-quando-tu-sonhares.html' title='[flores para quando tu sonhares]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115132130268771295</id><published>2006-06-25T23:52:00.000-03:00</published><updated>2006-06-26T08:28:22.783-03:00</updated><title type='text'>[foi assim meu são joão]</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P6240244.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/P6240244.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P6230113.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/P6230113.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P6230098.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/P6230098.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P6230129.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/P6230129.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;u e minha lente, descobrindo os prazeres ocultos da natureza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115132130268771295?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115132130268771295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115132130268771295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115132130268771295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115132130268771295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/06/foi-assim-meu-so-joo.html' title='[foi assim meu são joão]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115081670281659204</id><published>2006-06-20T12:10:00.000-03:00</published><updated>2006-06-20T12:19:05.656-03:00</updated><title type='text'>[fazer anos...]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/PHD0180.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="155" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/PHD0180.jpg" width="237" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;e fazer anos é ficar mais experiente, mais velho, mais entendedor do que se passa nas mentes e corações, se fazer anos é aumentar em um grau a apuração do gosto, é aprender a olhar para todo mundo nos olhos, é sentir que deu um passo adiante no caminho da evolução, é sentir o mundo mais próximo, é ver uma flor e não pisá-la – posto que as flores ficam mais visíveis aos mais maduros –, se fazer anos é pensar em construir mais que destruir, é pensar em amar mais que odiar, é viver mais agora do que ontem ou amanhã, é amar cada vez mais, é melhorar hábitos alimentares, é preocupar-se tanto com o corpo quanto com a mente e as emoções de forma mais equilibrada, se fazer mais anos é tornar-se mais paciente, mais aberto a críticas, mais sortudo, mais cheio de poucos e verdadeiros amigos, se fazer anos é completar velhos ciclos e abrir novos, se é ter novas experiências, se é amar mais as crianças, aprender a apreciar detalhes, entender um pouco melhor as intricações da vida e o valor dos gestos, se é entender mais do que seu corpo é capaz e aprender, com isso, a respeitá-lo mais, se é doar-se com mais generosidade ao mundo e às pessoas, se é aprender a olhar o outro com mais compaixão e para si mesmo com mais humildade, se fazer anos é não apagar, mas acender velas, iluminando corações, estradas, quartos solitários, se fazer anos é aprender a viajar mais, a comer melhor, a despir-se inteiro, se é aprender a ouvir música melhor, se é encontrar e reencontrar livros, se é festejar com os amigos queridos, se é um relacionar-se com seu objeto de desejo e amor com mais profundidade e entendimento, treinando a incondicionalidade do amor verdadeiro, se é ganhar presente, se é lembrar daquele cheiro de pamonha cozida, de São João no ar, se é viver de novo mainha na beira do fogão mexendo a canjica, as bandeirolas penduradas ao ar ao som de Gonzagão na vitrola de antes e no CD player de hoje, ah se fazer anos é tudo isso, eu quero mais é apagar muitas velinhas sim, sempre. E no meu mais novo recorde, que é ter 32 anos, eu quero é agradecer o carinho da vida por mim, essa vida que chamo de Deus, que chamo de vocês, meus parceiros evolutivos, que tão pacientemente têm-me provido disso tudo e de tudo o mais que eu sempre desejei, desde o início dos inícios. Por mim, hoje, não apague, mas acenda uma vela, uma luz no seu coração, e espalhe esse sentimento pelo mundo. Esse é o maior voto de felicidade que posso receber de você.Muita paz, anos, anos de vida a todos nós, e muita, infinda, felicidade! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;(Originalmente publicado há um ano.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115081670281659204?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115081670281659204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115081670281659204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115081670281659204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115081670281659204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/06/fazer-anos.html' title='[fazer anos...]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115068147221483709</id><published>2006-06-18T22:43:00.000-03:00</published><updated>2006-06-18T22:51:23.656-03:00</updated><title type='text'>[ainda me pergunto]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/011_whatsthis.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/400/011_whatsthis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115068147221483709?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115068147221483709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115068147221483709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115068147221483709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115068147221483709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/06/ainda-me-pergunto.html' title='[ainda me pergunto]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115046841621659446</id><published>2006-06-16T11:26:00.000-03:00</published><updated>2006-06-16T11:36:06.700-03:00</updated><title type='text'>[a antonio]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/a%20072.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/a%20072.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;u tive a oportunidade, nas últimas semanas, de presenciar dois rituais relevantes no Candomblé e na Igreja Católica. Deparando-me com as diferenças, em tão pouco espaço de tempo, pude apreciá-las, à distância, como bom observador que procuro ser. Ontem fui ao encerramento de uma trezena de Sto. Antonio e há umas três semanas à saída de santo de um amigo. Dois rituais extensos, dois rituais de fé extrema, cansativos para quem é de fora, mas para ser degustado a cada fio pelos participantes fervorosos. No ar, em ambos, uma energia tão poderosa que poderia ser cortada com uma faca afiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Candomblé, a sala era quase do tamanho do meu quarto, ou de uma sala de aula do UEC, onde cabem 12 pessoas. Os filhos e filhas-de-santo – estas últimas com suas saias rodadas de diâmetros imensos – dançavam ao redor do fogo da vela e por milagre – só assim posso explicar – não se queimavam. No ritual católico, era uma casa de mais de 200 anos. Piso de madeira, pé direito altíssimo, altar (ver foto) decorado para o santo. Os presentes – como no candomblé, de todas idades – cantavam fervorosamente as canções e entoavam as rezas em fervor ao santo casamenteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terreiro, as oferendas eram atiradas na rua. No ritual de Antonio, elas eram disfarçadas numa comedeira sem fim ao final da festa. Nos dois espaços, a fé. Nos dois espaços, rituais imbricados, fé sincretizada, coração pedindo paz, proteção. Nos dois a minha certeza de que é a fé que nos move, de alguma maneira. Nos dois, um balanço final de que eu, por não pertencer a nenhuma religião, às vezes me perco na minha fé. Sei do lado bom disso tudo – a minha liberdade -, mas sei também que os rituais são um atalho para um contato mais profundo e contínuo com Deus. Seja qual for a religião, seja qual for o caminho.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(novas fotos no Lambe-lambe)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115046841621659446?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115046841621659446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115046841621659446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115046841621659446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115046841621659446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/06/antonio.html' title='[a antonio]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-115019993403743267</id><published>2006-06-13T08:45:00.001-03:00</published><updated>2006-06-13T12:30:57.860-03:00</updated><title type='text'>[retorno em pedaços]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;omo Deus é grande e o ladrão a essa hora deve estar se pelando de medo da polícia federal, que tomou as rédeas da investigação, a bandeira está sendo devolvida aos pedaços. Os larápios têm posto os pedaços da bandeira em sacos plásticos em diferentes pontos da Cidade Baixa. Temos encontrado, remendado de volta, e acreditado que mais pedaços vão surgir. Uma loja de tecidos fez uma doação generosa. O detalhe é que o dono da loja quis manter-se anônimo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- E vê se a senhora não divulga o nome da loja, porque eu sou espanhol e esse negócio de torcer para o Brasil vai pegar mal para mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bondosos que dão entrevistas, bondosos anônimos, não importa. O que vale é que estão todos unidos em prol de uma coisa só. Bonito de se ver, como a bandeira, que voltou a ser gigante, agora não mais com os 1500 m2 originais, mas 'apenas' com 1000m2. Um pouco menos, mas em compensação mais fácil de carregar e de agitar na hora do gol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;;;;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Até os 'ladrões conhecidos' da minha mãe - há mais de trinta anos no bairro e popular do jeito que é, nada mais natural - compareceram à frente da minha casa em comissão para se solidarizar:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- A senhora sabe que a gente rouba, que a gente é ladrão, mas roubar uma bandeira é demais. A gente vai achar esse sacana e matar ele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Éticos. Indiscutivelmente éticos esses meus vizinhos malandros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(imagem &lt;a href="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/amarelo%20e%20verde.jpg"&gt;daqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-115019993403743267?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/115019993403743267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=115019993403743267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115019993403743267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/115019993403743267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/06/retorno-em-pedaos.html' title='[retorno em pedaços]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114973166283032323</id><published>2006-06-07T22:45:00.000-03:00</published><updated>2006-06-07T22:54:22.966-03:00</updated><title type='text'>[o sumiço do verde e amarelo]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P6020020.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/P6020020.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; bicho tá pegando aqui na Cidade Baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe, junto com a comunidade da Península Itapagipense e os alunos da sua escola, o Centro Educacional Santa Rita, confeccionou uma bandeira de 1500m2 para a Copa do Mundo. Eis que saímos todos em passeata na última sexta-feira, rumo à Colina Sagrada do Bomfim para ver se, elegendo o santo como o novo técnico da seleção, numa parceria meio que sobrenatural com Parreira, conseguiríamos trazer da Alemanha o título de hexacampeões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve minha mãe depositando a sexta estrela no altar de milagres da Igreja do Bomfim, mulheres grávidas de oito meses carregando a bandeira em nome da fé, crianças pintadas nas cores da Pátria, e até argentino subindo a colina descalço com uma cruz nas costas pedindo a Oxalá que nos faça – nós, os brasileiros, obviamente, - campeões. Teve a imprensa – um deleite para os aspirantes a celebridade como a minha irmã Érica – teve corre-corre para gravar todos os programas, porque saímos em todas as emissoras, sim senhor. Tiramos a barriga da miséria de tanto flash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como alegria de pobre dura pouco, e sucesso chama inveja, nos preocupamos tanto com os jogadores e ocupamos tanto o santo com a tática mais apropriada para enfrentar os croatas, que esquecemos de colocar a mandiga da proteção da bandeira em si. Isso mesmo, amigos torcedores: a bandeira sumiu. A bandeira foi roubada. Invadiram a escola e levaram o símbolo maior da Pátria, o símbolo maior da união da comunidade que passou três meses para confeccionar o tesouro. Para matar ainda mais de ódio os ladrões – cuja intenção, certamente, não é a de revender a bandeira, mas matar uma certa sede de vingança causada pela inveja – todas as televisões vieram cobrir o ‘espetacular roubo da bandeira gigante’. E quem acha que o roubo nos deixou cabisbaixos, se espantou ao ver a comunidade se reerguer e começar a fazer a vaquinha para comprar mais pano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que como dizem por aí, brasileiro não desiste nunca mesmo. Que nos ouçam Parreira, Oxalá e os jogadores todos da seleção. E que isso tudo traga um incentivo ainda maior para que eles tragam a taça para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler a notícia, clique &lt;a href="http://ibahia.globo.com/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=121759"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(na foto eu e minha mãe na Colina Sagrada. Sob nós, a bandeira roubada)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114973166283032323?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114973166283032323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114973166283032323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114973166283032323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114973166283032323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/06/o-sumio-do-verde-e-amarelo.html' title='[o sumiço do verde e amarelo]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114946734205891962</id><published>2006-06-04T21:24:00.000-03:00</published><updated>2006-06-04T21:46:15.326-03:00</updated><title type='text'>[primeiro]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/4395963-lg.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/4395963-lg.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Repente &lt;em&gt;é musica que sai da cabeça em rimas certinhas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Poesia &lt;em&gt;é musica que se canta sem instrumento.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Poesia &lt;em&gt;é o chamado de alguém que ama.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Inspiração &lt;em&gt;é um ventinho que passa e se a gente não respira se vai e nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Nunca mais &lt;em&gt;é o que começa na última chance.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;De repente&lt;em&gt; é gesto livre.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Liberdade &lt;em&gt;é o banho de sol do preso.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;onho-me então, qual Adriana Falcão, a querer definir tudo isso que vejo lá fora, mas meus gestos são impreciso, sei. Tudo sai sem muito plano e assim deixo que existam sem me preocupar muito em consertos. A minha espontaneidade, por vezes, é a minha grande inimiga, pois a confundo com a preguiça. A minha preguiça se disfarça na crença de que me deixo acontecer. Isso por vezes é bom, mas nas outras agride e machuca, por fim, a possibilidade de melhora das coisas. Meus atos de improviso machucam quem me lê e quem, em vão, tenta me absorver as palavras. Machuca por vezes os que dependem de mim como iniciador e facilitador do conhecimento. A minha preguiça por vezes se disfarça em improviso. A minha potencialidade se esconde no mínimo que sou capaz de criar. Minha busca pela perfeição se esbarra no primeiro encontro do sentido, da métrica, do jeito que me satisfaz. Ensinaram-me um dia – e eu nunca aprendi – que a melhor idéia nem sempre é a primeira. Mas sempre, ou na maioria das vezes, me contentei com o que veio primeiro. Com o primeiro da fila em mãos, ignorei os outros pés cansados e os mandei embora. Não sei quantas chances eu perdi por não tê-los apertado as mãos. Ficam as dúvidas e entre elas, a maior de todas, que foi a que eu escolhi para buscar a resposta, a dúvida de todos nós, inclusive dos que esquivam dela: a dúvida original.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114946734205891962?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114946734205891962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114946734205891962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114946734205891962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114946734205891962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/06/primeiro.html' title='[primeiro]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114944357027254614</id><published>2006-06-04T14:43:00.000-03:00</published><updated>2006-06-04T14:57:43.226-03:00</updated><title type='text'>[conversando com Du - Livro 1]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/fyy.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/fyy.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/1149430261_f.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/1149430261_f.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/4923750.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/4923750.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;duardo Goulart, meu amigo mineiro que quando conheci andava em busca de um sonho, que não sabia ao certo qual era, mas tinha a certeza que a contemplação das estrelas o ajudaria a encontrar. É bonito ver o percurso de alguém em busca de um sonho e ver, acima de tudo, as pessoas poderem desenvolver as suas potencialidades da melhor forma, com apoio do mundo e com muito ‘conforto emocional’, não é Du?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresento a vocês o fotográfo-amigo e seu talento inigualável. Para conhecê-lo melhor, clique &lt;a href="http://ubbibr.fotolog.com/evolvee/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114944357027254614?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114944357027254614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114944357027254614' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114944357027254614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114944357027254614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/06/conversando-com-du-livro-1.html' title='[conversando com Du - Livro 1]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114920914558364794</id><published>2006-06-01T21:41:00.000-03:00</published><updated>2006-06-01T21:45:45.596-03:00</updated><title type='text'>[greves]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/divinelg.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/divinelg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;empre me considerei um monge-budista-pós-nirvana no trânsito. Quem anda comigo sabe que sou bem paciente e controlado. No trânsito. Quem anda comigo e me vê, como hoje, dando umas buzinadas irritadas atrás daquele cara que dormiu e não viu que o sinal ficou verde, pode imaginar o quanto o trânsito desta cidade está caótico. Imaginem o que não é preciso para irritar um monge pós-nirvana. Essa é a imagem do caos soteropolitano.&lt;br /&gt;A greve de ônibus em Salvador já caminha para seu quarto dia. O resultado é óbvio: o trânsito da cidade piorou consideravelmente. Quem não tirava o carro da garagem agora teve de tirar. E o detalhe mais interessante é o seguinte: quem não tirava, não o fazia ou porque não queria expor o carro, gastar gasolina, ou porque o carro era velho demais, podendo certamente deixar o dono na mão. E essas velhas carangas estão nas ruas. Paradas, velhas, sendo empurradas, complicando o trânsito e fazendo monges budistas arrancar os cabelos de impaciência. Em cada canto da cidade tem um carro velho, ou muito lento, com o escapamento de fumaça preta e venenosa, ou totalmente inerte, exigindo malabarismos dos motoristas para contorná-los.&lt;br /&gt;Não reclamo da greve. Acho-a necessária, apesar de achar que já está se tornando um tanto longa e prejudicial à cidade. Confesso que dar uma folga da rotina de sala de aula foi bom no início, mas por outro lado a perda do hábito das atividades diárias corta o ritmo, e o retorno, desta forma, é muito mais difícil. Estamos em clima de final de semestre e o que menos precisamos nesses dias é desacelerar o ritmo. É igual a estar quase chegando ao destino final de uma viagem e ter de desacelerar o carro, adiando a chegada. É assim que me sinto: um pouco como uma dessas carangas velhas paradas no meio do caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(O que espero mesmo é que não perdure por muito tempo essa falta do transporte que me levaria até ti. Que não faltem as rodas, o paciente motorista que já conhece o meu sorriso de embarque, a gasolina que move o ônibus e me leva junto durante a noite para chegar aí, na tua cama, ainda na hora em que o sol permanece escondido, na hora em que o frio das alturas de onde moras ainda arde a pele, nessa que é a melhor hora para entrar sorrateiro por entre as cobertas que já aquecem há horas a tua pele que parece fogo diante do frio que vem lá fora e que agora tem horas contadas na minha pele. Que não perdure a greve, porque não pode haver greve de ti, deste teu calor, deste teu aconchego.)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114920914558364794?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114920914558364794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114920914558364794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114920914558364794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114920914558364794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/06/greves.html' title='[greves]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114909347650097252</id><published>2006-05-31T13:36:00.000-03:00</published><updated>2006-05-31T13:40:43.590-03:00</updated><title type='text'>[pipoca]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/VOLVER%20(2006).jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/VOLVER%20%282006%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;em uma coisa no cinema espanhol, principalmente em Almodóvar - de quem sou fã incondicional - que me fascina. Não sei se é a latinidade, o escracho, o sotaque, o humor negro e rasgado - mas inteligente -, as atrizes, os roteiros... sei que adoro. Cinema para mim tem de ter paixão envolvida. Apesar de conhecer muito pouco da parte técnica da coisa e ser incapaz de fazer críticas precisas e bem elaboradas, leio bastante sobre os filmes e sei quando um é bom. Mesmo que seja ruim. Explico: porque filme bom pra mim eu reconheço pelo cardíaco. Se o cardíaco dá o sinal verde, se o olho enche de lágrima ou fica vidrado durante as duas horas de filme, eu sei que é bom. Mesmo que os técnicos e críticos de plantão - como a adorada Boscov da Veja - diga que não, meu cardíaco fala mais alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme é bom, mas série de TV – bem feita, não uma Diarista qualquer – é melhor ainda. Ando, confesso, com um pouco de preguiça para ver filmes. As séries, por serem mais longas e poderem traçar um perfil mais bem feito do personagem, aproximando-o mais da nossa vida diária, acabam sendo mais prazerosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:::&lt;br /&gt;Agora que o mestrado acabou e minha carteirinha de estudante expirou, estou, vamos dizer assim, ‘com menos vontade ainda’ de ir ao cinema. Falta o desconto de 50%. Vamos considerar aqui que 16 reais por uma sessão é demais. Com dez, eu pego a temporada de uma série inteira, passo meu final de semana todinho com diversão de primeira e ainda guardo os seis reais restantes para pegar dois lançamentos na locadora da esquina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114909347650097252?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114909347650097252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114909347650097252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114909347650097252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114909347650097252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/pipoca.html' title='[pipoca]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114901512077343638</id><published>2006-05-30T15:44:00.000-03:00</published><updated>2006-05-30T15:55:58.993-03:00</updated><title type='text'>[dessas fases]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/70.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px" height="255" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/70.jpg" width="330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão sei se você é assim também, mas eu sou de fases. Tem fase cinema: não perco um filme que está em cartaz. Tem fase série de TV: vontade de assistir tudo ao mesmo tempo e uma disposição incrível em assistir 24 episódios em um final de semana. Fase blog: essa vocês conhecem bem, com vários posts por dia, inspiração e vontade de escrever a mil. Fase leitura: livros e mais livros devorados. Fase praia: um pecado passar uma tarde livre de sol sem ir à praia. Fase amigos: liga todo dia, toda hora, juntos as 48 horas do final de semana. Fase nada: a que eu estou. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa fase nada é, de longe,&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;a mais equilibrada, talvez. Nenhuma atividade de lazer, no momento, me anda consumindo mais tempo – relativamente falando – que as outras. É uma época de equilíbrios, sinto. Não demora muito, ah isso eu sei. Geminiano que sou, em breve surge uma atividade-paixão que me consumirá horas e horas e que depois será deixada levemente de lado. Não no lugar de outra, porque minhas paixões sempre ficam em suspenso em algum canto da minha agenda: sempre amadas, mas apenas um pouco ignoradas. Nessas horas de fase nenhuma me sinto mais livre. Não há urgência nenhuma, não há nada que me consome. Sim, porque prazeres me consomem como obrigações. É como se a dose de hormônio que se destila na realização daquela atividade fosse causar uma séria crise de abstinência, gerando a urgência de voltar a ela, até que não haja mais nada de novo, até que surja um outro vício temporário. Ao mesmo tempo, a liberdade de poder abandoná-las e voltar a elas depois, como que num descompromisso pacífico, enriquecedor, me dá uma dose gostosa de paz e conforto. É como se houvesse partes de um bolo delicioso que poderão ser apreciadas aos poucos. E o bom mesmo é que nessa fase de auto-libertação, a gente come do bolo na hora certa, a hora que a gente quer e escolhe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114901512077343638?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114901512077343638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114901512077343638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114901512077343638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114901512077343638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/dessas-fases.html' title='[dessas fases]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114890355474285218</id><published>2006-05-29T08:49:00.000-03:00</published><updated>2006-05-29T08:52:34.756-03:00</updated><title type='text'>[insone]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/6269.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/6269.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;cabei de fazer uma longa viagem de ônibus. Ao meu lado, um senhor que se debatia a noite inteira. Ele não sabia ao certo se mantinha a poltrona em noventa, em cem, ou em cento e dez graus. Ele tinha apenas uma certeza inabalável: o fato de que a pessoa ao lado dele, que daria aula no próximo dia (hoje, no caso), o dia inteiro, teria logo adiante pelo menos doze horas de zumbi. Resignava-me a todo instante, pois não achei que ele estava fazendo aquilo tudo de propósito. Afinal, ninguém se debate a madrugada toda dentro de um ônibus escuro e em movimento somente para ir de encontro ao mísero ser humano que tenta dormir ao lado. Não senti raiva do senhor, não senti raiva de nada, nem de ninguém. A raiva afastaria o restinho de sono e de concentração para dormir, apesar dos fatos. Aí, me acomodei, me afastei do velho o máximo que pude e agora troco letras nesse teclado. Insone, olhos com bordas cinzas. Mas feliz, tão feliz e sereno, que vocês nem imaginam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114890355474285218?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114890355474285218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114890355474285218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114890355474285218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114890355474285218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/insone.html' title='[insone]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114860554277086802</id><published>2006-05-25T21:56:00.000-03:00</published><updated>2006-05-25T22:05:42.816-03:00</updated><title type='text'>[sobre as belezas genéricas e a vaidade de ser específico]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/4367007-md.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;oje&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; um amigo me disse que eu divido com meus colegas de trabalho no UEC as atividades que preparo por pura vaidade. Disse que elas são muito boas. Segundo ele, tenho talento pra coisa. “Mas só não precisava se exibir tanto”, arrematou. A ele, imediatamente respondi: “e você utiliza todas que eu faço por preguiça de fazer as suas próprias”. Fui rápido e certeiro – nisso, às vezes, sou bom também -, mas o que ele disse me calou fundo. Sei que as atividades são boas, faço com muito amor, posso me dedicar a elas durante horas pelo puro prazer de usá-las com meus alunos. Nisso, não há vaidade. Há um bem-estar, amor pelo que faço, criatividade, insight e coragem de pôr no papel uma idéia e arriscar-se junto com ela, coisa que muita gente não tem. No entanto, a vaidade houve, sim, na hora de compartilhar com os outros. Estaria mentindo se dissesse a mim mesmo que só houve altruísmo da minha parte no momento em que expus a minha criação no mural dos professores. A minha vaidade clamava por mais: reconhecimento. Ao mesmo tempo, vieram alguns questionamentos: será que, lá no fundo, não agimos todos guiados, em parte, pela vaidade? Será que não estamos, constantemente, em busca de um reconhecimento, nem que seja nos atos mínimos? Que graça teria a vida se não pudéssemos expor ao mundo o que criamos, o que fazemos? Quantas vezes um amigo não já se aborreceu com você por que aquele novo corte no cabelo nem foi notado? Será que sucesso, para ser sucesso de fato, precisa de reconhecimento público, como disse Adriana Falcão no seu livrinho de definições? E será que, nesse caso, a vaidade é tão ruim assim que precisa ser evitada? Foi por ela que esse colega de trabalho e outros tiveram acesso a um material que eu considero bom, foi por causa dela que algo novo surgiu, é por causa dela que eu busco dar a melhor aula que eu posso. A vaidade, em parte, me motivou sim. E arrisco mais: a vaidade humana é a força motriz da beleza. Negue que uma flor não se abre toda para ser vista e admirada. Negue que a borboleta que meu sobrinho flagrou saindo do casulo ainda molhada essa manhã não se alegrou inteira ao ver que estava nas lentes da câmera de um garoto de oito anos de idade. Negue que você não comprou aquela camiseta de cento e tantos reais só para ser reconhecido como possuidor de um certo status. Negamos a todo instante, porque quando negamos que somos vaidosos aumentamos o mistério do que de fato somos. Por que beleza sem mistério não é beleza. É exposição gratuita, é feiúra disfarçada de produto genérico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114860554277086802?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114860554277086802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114860554277086802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114860554277086802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114860554277086802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/sobre-as-belezas-genricas-e-vaidade-de.html' title='[sobre as belezas genéricas e a vaidade de ser específico]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114860585554558993</id><published>2006-05-25T21:05:00.000-03:00</published><updated>2006-05-25T22:10:55.546-03:00</updated><title type='text'>[sem jeito]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/Atlas-in-Love%20eric%20drooker.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/Atlas-in-Love%20eric%20drooker.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... mas o que fazer, então, se é de ti que vem essa vontade de estar vivo e atuante, em pé e respirando, se é de ti que vêm os desejos que há muito não me tomavam os sentidos todos? O que fazer se é longa a estrada onde estamos os dois partindo, se é para dois o lugar no trono de onde vemos o nosso reino construído? Fazer o quê, se é de ti que partem essas belezas que meus olhos captam, a luz que me permite ver estrelas, fogos de artifício do meu céu, a fertilidade dos meus dias, a liberdade do que faço e digo? Fazer o quê se meu projeto de vida passa pelo teu caminho, pelo teu carinho, cruza a sua casa, constrói estradas que percorrem teu sonho, escadas que vão até as tuas estrelas, palavras que dizem o teu texto, sonhos que são sonhados em teu travesseiro? De onde vem e de onde partem essas estrelas que ofereço ao mundo? Partem de onde tu estás, da tua via Láctea, do teu caminho estelar. É dessa vontade de vida que te tenho e de onde tu me vens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114860585554558993?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114860585554558993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114860585554558993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114860585554558993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114860585554558993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/sem-jeito.html' title='[sem jeito]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114809349934368299</id><published>2006-05-19T23:44:00.000-03:00</published><updated>2006-05-19T23:54:03.803-03:00</updated><title type='text'>[enche-(n)-te]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/Flood.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px" height="242" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/Flood.jpg" width="261" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; apesar dessa chuva que cai aqui nos arredores de mim, do cansaço que me pega e me molha por que minhas mãos andam fatigadas demais para segurar o guarda-chuva, deter a chuva, secar-me da chuva, ainda há e sempre haverá um ponto vermelho, vísível apenas pelo raio x dos teus olhos, meus olhos, minha água, minha chuva que não cessa de cair e me radiografar, revelando-te em mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114809349934368299?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114809349934368299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114809349934368299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114809349934368299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114809349934368299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/enche-n-te.html' title='[enche-(n)-te]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114753113170994287</id><published>2006-05-13T11:36:00.000-03:00</published><updated>2006-05-13T11:45:35.096-03:00</updated><title type='text'>[de boa intenção...]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/balada_junho4.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/balada_junho4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;peça até que não é ruim. Tem uma boa intenção. Às vezes consegue até fazer rir. Tem um elenco mediano, salvo, no geral, por Eduardo Albuquerque. É apenas uma comédia feita nos moldes que já conhecemos - dos quais muitos de nós já estamos cansados - apenas para dar público e dinheiro. E é exatamente o público que comparece em massa para espetáculos como “Todo mundo tem problemas sexuais” que me preocupa. E o último esquete é o que mais me preocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não assistiu, a peça é composta por seis esquetes, cada um retratando um ‘problema’ sexual. E a homossexualidade, encoberta pelo título de ‘preferências sexuais’, é um deles. O personagem principal é um rapaz que se auto-intitula “sério e formal”, usa uma camisa de gola rolê, e detesta ouvir palavrões. Conhece uma garota ‘liberal’ e, aos poucos, começa a desvendar, com ela, os caminhos do prazer anal. Isso mesmo: garota começa com os dedos e evolui a escovas de cabelos, etc. E assim se constrói a homossexualidade do rapaz, e assim ele começa a se identificar como homossexual e o público passa a enxergá-lo como tal. Vejam que a sexualidade dele não é construída (revelada?) a partir do que ele é, do que ele faz, do que ele sente. A sexualidade dele se constrói a partir do prazer sexual. Uma generalização perigosa, principalmente para um público que ignora, e por isso discrimina, os homossexuais e suas ‘preferências’. Perigoso, porque sabemos que a sexualidade não se constrói a partir da cama. A cama e o sexo não são os pontos de partida. A cama e o sexo são uma conseqüência dessa orientação. Isso acontece com o hetero, com o gay, com o ‘pervertido’. É óbvio que o personagem já possuía suas vontades, mas isso passa desapercebido pelo público que não pensa muito – mesmo porque essa faceta não é explorada. A superficialidade com que trata o tema só gera mais preconceitos, só reforça o antigo estereótipo, não acrescenta nada de novo, apenas reforça o que já está aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esperava que a peça desenvolvesse o tema com uma profundidade que, eu sei, não é possível num espetáculo como aquele. Esperava, talvez, um pouco mais de responsabilidade ao tratar um tema complexo como é a homossexualidade. Não poderia esperar outra coisa do teatro do século XXI, feito por pessoas que, eu sei, estão à frente do seu tempo, ou pelo menos mais bem conectados com o presente e o futuro do que o grande público. Dessa vez eu esperava mais. A peça pretende esclarecer, fazer refletir, mas, ao final, o que dá vontade é de distribuir folhetinhos na saída explicando a verdade dos fatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114753113170994287?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114753113170994287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114753113170994287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114753113170994287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114753113170994287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/de-boa-inteno.html' title='[de boa intenção...]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114701653261985171</id><published>2006-05-07T12:35:00.000-03:00</published><updated>2006-05-07T12:45:17.886-03:00</updated><title type='text'>[tua ausência]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/Z1582W.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/Z1582W.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;udo em pause no meu quarto: o DVD, o som, aquela nossa música. Tudo parou, inclusive eu mesmo, em reverência à tua ausência. A tua ausência me pára, me congela, me silencia. Junto comigo param as imagens que me entretêm, as músicas que me levam daqui, num gesto de alívio, para onde estás tu. Tudo parado, tudo imóvel, como que aguardando teu sopro. Até mesmo a luz, ali parada, como sempre, aos nossos olhos nus, já não ilumina tanto quanto quando estás aqui. A tua luz me acrescenta, me impõe velocidade, me tira da inércia, me põe cor nos lábios, saliva na boca, suor na saída de cada poro. A eletricidade que sai de mim nestes momentos de ócio está comprometida no seu fluxo, na sua força, quando não estás por perto. Mesmo que tudo volte a se movimentar quando eu apertar o play, num gesto a mim permitido apenas pela artificialidade da cena repetida, da voz gravada no CD, mesmo assim, o movimento só é completo se estás aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua ausência produz o vazio-preenchido, uma incompletude-completa, uma inércia-movimento, um silêncio-tua voz. Há tu, aqui, disso eu sei. Esse é o paradoxo dos meus dias que, mesmo sem ti, são completos, mesmo vazios de tua presença são preenchidos pela certeza de que estás aí, mesmo parados, sonolentos, estão em movimento constante. Como uma criança que segura um carrinho de brinquedo, dou corda nos meus dias e os ponho em movimento. Mas se estás aqui, não é preciso o gesto manual da corda, porque a tua presença já é o combustível, já é a força, já é a estrada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não tardará a chegar o dia em que o combustível virá em fluxos constantes, diários. Neste dia, quando haverá apenas eu, tu, nós, pegaremos o controle remoto e, apontando-o para o lado de fora da nossa janela, daremos o pause para o que vemos acontecendo lá fora: e nessa hora será o mundo enquadrado por nós, manipulado por nossa vontade. Será nós dois fazendo nosso filme.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114701653261985171?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114701653261985171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114701653261985171' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114701653261985171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114701653261985171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/tua-ausncia.html' title='[tua ausência]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114684766069938152</id><published>2006-05-05T13:43:00.000-03:00</published><updated>2006-05-05T14:01:05.336-03:00</updated><title type='text'>[por trás das pálpebras]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/US33L.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/US33L.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;inha vida onírica tem sido rica. Precisaria de muitas sessões terapêuticas e conseqüentemente muito dinheiro para dar conta de entendê-los todos. A maioria dos sonhos eu esqueço logo que acordo, ou antes mesmo de acordar. É que uma parte vira &lt;span style="font-size:100%;"&gt;sonhos tecnicamente não sonhados, porque sonho que se sonha e não se guarda na memória, de fato, nunca se sonhou. É bem verdade que se sonhou sim, mas o fato é que esse sonho foi parar num limbo qualquer, no país dos sonhos banidos, ou no mundo dos colecionadores de sonhos esquecidos. Não entendo qual o critério de seleção: por que alguns sonhos sequer são lembrados e outros ficam tão vívidos na memória? Por que certos sonhos são esquecidos e de repente vêm à memória durante o dia? E por que, neste último caso, alguns deles vêm à memória e nos causam apenas a dúvida de terem sido sonhos&lt;/span&gt;, deixando a pergunta no ar? Freud deve explicar. Eu prefiro não me arriscar pelos mistérios que protegem certos sonhos. Crente que sou do fato de que vemos e sentimos até o ponto que alguma força mais poderosa nos permite ver e sentir, fico calado e respeito a relação entre a minha memória e meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho de verdade fica, embriaga, deixa o gosto na boca mesmo depois que o sujeito acorda, escova os dentes e começa a comer pedaços de realidade. Os pesadelos são assim: pela carga emocional que eles conseguem revolver, eles parecem ficar marcados na pele, na alma. Não é difícil rememorar a sensação dos pesadelos e dos sonhos muito bons, eles ficam acesos por muitas horas em algum canto onde se esconde a nossa memória emocional. Não fica apenas a lembrança do que aconteceu, mas o que o acontecimento evocou na alma, no sentir. Sonhei, por exemplo, que deletei meu Orkut. Sonho ou pesadelo? Não sei, não houve sentimento, apenas o fato relembrado, aqui, enquanto escrevo. Sonhei que aquele ombro era o da minha mãe. Eu encostava nele, que era você, e dormia profundamente. Ficou o cheiro no ar, e ainda lembro do conforto que senti: era um aconchego imenso no coração. Já não teria tanta certeza que esse foi um sonho bom. Sonhei que namorava com a minha terapeuta. Sonho ou pesadelo? Sonhei que o mundo virava de cabeça pra baixo e todo mundo vivia arrepiado. Nonsense total. Nonsense se explica? Tudo indica que sim, porque, muitas vezes, é através da falta de sentido exato que o inconsciente manda mensagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe tem o dom de interpretar essas mensagens, e basta contar o mais simples dos sonhos para ela para que imediatamente se tenha uma interpretação. Claro que para isso ela precisa conhecer o dono do sonho. Apesar de extremamente susceptível ao erro,  ela demonstra uma grande capacidade de lidar e decifrar o simbólico e de intuir. Herdei um pouco deste dom da minha mãe. Não sei, no entanto, se isso é um dom ou uma maldição. Muitas vezes a verdade do que o sonho quer me dizer vem escondida em véus que a protege, que me protegem, e eu insisto em desvendá-los. Sem cautela, sem censuras. Eu me desnudo tanto, que, como num pesadelo, descubro-me às vezes monstro, às vezes santo e, como sou humano e erro muito, muitas vezes crio verdades ao meu respeito, construo crenças e me limito baseado em uma interpretação amadora. Sonho ou pesadelo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, bom mesmo, é levar um sonho para o divã. Um sonho bom, quando levado para a análise, é um presente que se dá à vida e aos caminhos do seu autoconhecimento. É nessas horas que se descobre a riqueza do inconsciente, suas armadilhas e suas trapaças, seus jogos e suas revelações. Sonhar – e ter um bom terapeuta para decifrar seu sonho junto com você - é desvendar-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114684766069938152?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114684766069938152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114684766069938152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114684766069938152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114684766069938152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/por-trs-das-plpebras.html' title='[por trás das pálpebras]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114677175722584796</id><published>2006-05-04T16:36:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T16:42:37.226-03:00</updated><title type='text'>[o preço da liberdade]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/a1000.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/a1000.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;“O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; futuro tornava-se de novo um mistério.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Milan Kundera)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114677175722584796?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114677175722584796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114677175722584796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114677175722584796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114677175722584796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/o-preo-da-liberdade.html' title='[o preço da liberdade]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114677135210498054</id><published>2006-05-04T16:33:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T16:35:52.106-03:00</updated><title type='text'>[insustentável]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/9667.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/9667.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;“C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ontemplava-se, longamente, e o que a contrariava era encontrar em seu rosto alguns traços da mãe. Olhava-se então com mais obstinação e dirigia sua vontade para se abstrair da fisionomia materna: fazer disso tábua rasa, e só deixar prevalecer aquilo que ela era mesma. Quando conseguia, era um momento embriagador. A alma subia à superfície do corpo, semelhante a uma tripulação que saísse do ventre de um navio, invadindo o tombadilho, agitando os braços, e cantando em direção ao céu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ela parecia com a mãe, e não apenas fisicamente. Tenho às vezes a impressão de que a sua vida foi um mero prolongamento da vida de sua mãe, da mesma forma que a trajetória de uma bola de bilhar é o prolongamento do gesto executado pelo braço do jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde e quando teria nascido esse gesto que mais tarde se tornaria a vida de Tereza?”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Milan Kundera)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114677135210498054?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114677135210498054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114677135210498054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114677135210498054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114677135210498054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/insustentvel.html' title='[insustentável]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114676964959591954</id><published>2006-05-04T15:56:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T16:08:26.290-03:00</updated><title type='text'>[r.a.m.]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/TIB1015.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/TIB1015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;reconhecer &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;aceitar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;mudar&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114676964959591954?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114676964959591954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114676964959591954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114676964959591954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114676964959591954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/ram.html' title='[r.a.m.]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114677058678612546</id><published>2006-05-04T13:18:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T16:26:08.286-03:00</updated><title type='text'>[portais]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/Smile-Catalog.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/Smile-Catalog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ôs então, na sua cabeceira, uma foto de quando ainda era menino, na esperança de que, vendo-se ali, no auge da sua inocência de criança que nem sabe que os dias têm um número certo de horas, ou que o tempo passa devagar quando as coisas são chatas, pudesse recuperar o elo perdido entre o que se tornou e o que um dia foi. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/Imagine-Catalog.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/Imagine-Catalog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desejou que no dia daquela foto - dentro da moldura tanta ternura – ele tivesse planejado manter aceso, pelo resto de seus dias, aquele sorriso tão sem motivo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/Wonder-Catalog.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/Wonder-Catalog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas convenceu-se que crianças não fazem planos e que, se fizessem, talvez não sorrissem mais, porque não mais ignorariam a passagem das horas, a aritmética dos dias e a biologia dos segundos que fazem as rugas crescer, cavando sulcos e caminhos inteiros em sua face.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114677058678612546?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114677058678612546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114677058678612546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114677058678612546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114677058678612546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/portais.html' title='[portais]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114666553864712184</id><published>2006-05-03T11:07:00.000-03:00</published><updated>2006-05-03T11:17:32.976-03:00</updated><title type='text'>[sede]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/9481.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/9481.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; mestrado deixou em mim um pouco de aversão aos livros ou a qualquer coisa que exigisse concentração, paciência e fosse impresso. Normal: depois de dois anos e meio sentindo-se culpado se estivesse fazendo outra coisa que não fosse relacionada ao mestrado, nada mais natural que eu passasse a ter aversão a tudo que trouxesse à memória qualquer ação parecida ao que eu fazia quando era mestrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais relaxado, sem o peso de tanta culpa, me vejo novamente voltando aos livros, seja por pura diversão, prazer tactual, seja por um prazer acadêmico mesmo. Comprei na semana passada ‘O povo brasileiro’ de Darcy Ribeiro, que ando lendo aos poucos. O academicismo do livro não me deixa desfrutá-lo, ainda, com muita fluência. Devorei ‘Harry Potter e o Príncipe Mestiço’, em língua original, em uma semana. Na época do mestrado, o via nas livrarias e tinha de resistir à tentação de comprá-lo, ou sequer de ler as primeiras linhas. Sei que seria fatal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na minha atual incursão literária,  estou me deixando levar pela insustentável beleza das palavras de Kundera. Teresa e Tomas me conquistam aos poucos. A forma simples e poética do autor já me arrebatou, e vejo-me roubando minutos entre uma aula e outra para ler os capítulos pequenos que compõem a obra. Semana passada comprei ‘O catador de pipas’, ‘Mentiras no Divã’ e aguardo que um amigo me empreste ‘Quando Nietzche chorou’. Sem falar na minha prateleira cheia de livros me implorando para serem lidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da volta ao antigo hábito, estudar já começa a me fazer falta. Decidi que começarei uma matéria especial na Faculdade de Letras da UFBA em agosto. Retornarei à casa como aluno especial de uma matéria que eu espero que seja ‘Estudos Culturais’ – tudo dependerá de eles me aceitarem e da matéria ser oferecida. Faço isso pensando talvez em um futuro doutorado, talvez apenas por diletantismo mesmo. Qualquer que seja a etiqueta, sei que vai ser uma maneira de sanar um pouco essa sede de conhecimento que anda – deliciosamente - me arrebatando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114666553864712184?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114666553864712184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114666553864712184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114666553864712184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114666553864712184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/05/sede.html' title='[sede]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114610266066558942</id><published>2006-04-26T22:46:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T22:59:28.923-03:00</updated><title type='text'>[cá-aqui]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/8149.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/8149.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; caqui escolheu o Brasil e hoje, definitivamente, o escolho como a minha fruta favorita. O caqui veio da China e gostou tanto da terra Brasil que hoje é mais adaptada aqui do que em qualquer outro lugar do mundo.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Morde-se com vontade o seu corpo alaranjado que é só carne, só polpa. As sementes se escondem para agradar: elas são apenas um pouco menos macias que a polpa.  Não troco um caqui suculento pela mais deliciosa torta de chocolate. O caqui é uma fruta exposta, pouco tímida, e sua vulnerabilidade lhe dá um charme único: sua casca já é sua essência. Come-se a casca como se come o coração, o núcleo. O caqui é um coração inteiro nas mãos, pedindo para ser degustado. Sua vida útil é curta e por isso não pode esperar. Sua missão se cumpre quando ouve-se o ‘’hummm...”, o alerta oficial do prazer palatal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje comprei três caquis. Havia um monte deles no supermercado, um monte de caquis amassados, carentes e frustrados, pois ainda não seria nessa vida que suas missões se cumpririam. Encontrei três, com leves amassos ao lado, quase imperceptíveis e nada nocivos,  apenas marcas de viagem. Confesso que não resisti e, depois de parar por eles, comi ali mesmo. É que é impossível tê-los na mão, nas narinas o cheiro, e não realizar-se no orgasmo do toque da língua, dos dentes, do céu da boca. Quase um ato sexual, só que limitado à alma de um coração que se tem nas mãos e se pode morder e vê-lo realizar-se ali à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros caquis ficaram lá, e provavelmente apodrecerão, ou num simples ‘ploft’ serão despedaçados e virarão suco que nunca será bebido nem provado. Terão apenas metade de sua missão cumprida, posto que o cheiro inebria o ar, bastando apenas parti-los em dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Acabei de ler que se come caqui de colher, e acho um insulto. Caqui se come é com os dentes e as palmas das mãos abertas em concha, sem guardanapos, sem nenhum compromisso depois, de preferência nu, como ele, num abraço palatal, num toque final de essência, num gozo alaranjado que desce o esôfago e aloja um perfume no interior da gente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; )&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114610266066558942?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114610266066558942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114610266066558942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114610266066558942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114610266066558942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/04/c-aqui.html' title='[cá-aqui]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114599254144459730</id><published>2006-04-25T16:04:00.000-03:00</published><updated>2006-04-25T16:21:44.106-03:00</updated><title type='text'>[para dias de chuva, um ka]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/PP30582.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/PP30582.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;empre fui pelos dias de chuva. Ainda sou, e amo a chuva do mesmo jeito, mesmo depois da enxurrada que quase leva a cidade inteira na última quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, fazer o trajeto Cidade Baixa – Faculdades Jorge Amado em 1h e 40min não foi nada agradável. Como diz um amigo meu, não fossem os meus dez anos de ioga, com certeza teria saído correndo do carro. Nem meu radinho de pilha funcionava. Tudo embaçado, muita água jorrando e a Bonocô inteira pa-ra-da. Chego na faculdade – atrasado, obviamente – com uma sala repleta de... cadeiras vazias. Óbvio: acho que nem fantasma – que não se molha – sairia de casa, por opção, naquela sombria quinta-feira. Eu saí. De carne, osso e dentes à mostra, tive de sair. Primeiro, porque havia os pupilos me esperando, pelo menos teoricamente. Segundo, e mais importante, uma pessoinha muito especial já estava no ônibus, a caminho, e não poderia dormir na rodoviária. Pus minha coragem à frente – aquela, do &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; abaixo – e fui. Dei a aula para os gatos pingados e quando chego na rodoviária... Deus meu. Para se ter uma idéia da gravidade da coisa, imaginem que o barulho no teto da rodoviária – que aqui deve ser uma telha vagabunda qualquer – era tamanho, que eu não conseguia ouvir meus próprios pensamentos. O couro tava comendo lá fora. E minha mãe não demorou a ligar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- NÃO volte pra casa. Tá tudo alagado aqui.&lt;br /&gt;- Como assim, a casa tá alagada?&lt;br /&gt;- Não, a rua. Todos os carro estão voltando. – como assim, a minha rua alagada? Nunca tinha ouvido falar que a Monsenhor Basílio Pereira alagava.&lt;br /&gt;- Pois com essa chuva alagou – minha mãe, lendo meus pensamentos já tinha a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, pois, sou teimoso, mas nem tanto. Já com o coração e o banco do carona devidamente ocupados, resolvemos dar uma voltinha no Iguatemi (o percurso Iguatemi-Rodô, de carro, durou 30 min). Um filminho? Não. Uma pizza, talvez. Dá-se um tempinho aqui, tempo suficiente para a água escorrer. Vai dar tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos, pois, a Luís Eduardo. Avenida nova, pensei, não tem como estar cheia. E não estava. Só que a Luís Eduardo não desemboca direto na minha garagem, há umas ruas, vamos dizer assim, mais secundárias, que estão no meio do caminho. E uma delas era, literalmente, um rio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma noção, meu carro ficou com água na porta. Quando os ônibus passavam, eu fechava os olhos. Subi no passeio, que era mais alto, dirigi uns 50 metros, tentei descer do passeio, mas o passeio, ali, já era alto demais e não dava: o carro se partiria em dois se eu tentasse. O jeito foi dar ré. O jeito foi pedir a meu amigo para pôr os pés no chão e desvendar a profundidade de tudo aquilo. Muito fundo. Quase fundo do poço, é aí que estamos nós. Chamei por Deus, por todos os Orixá e rezei para que meu velho Ka não me deixasse na mão pela primeira vez na vida. E não é que o danado deu conta do recado? Meu carro-anfíbio se aventurou bravamente pelo rio-leptospiróptico e chegou, são, salvo e molhadíssimo em terra firme. Não acreditei quando entrei na garagem e descobri que o único dano tinha sido a placa da frente do carro que certamente virou uma jangada para uma criança qualquer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resultado além das expectativas. Pra quem ia dormir num hotel qualquer ou no chão da sala de um amigo solidário, acabei a noite no quentinho do meu quarto, com a melhor companhia do mundo, e ainda ouvindo, alheio a tudo que desabava lá fora, um pingar constante de uma chuvinha que se transformara em aconchego puro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114599254144459730?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114599254144459730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114599254144459730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114599254144459730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114599254144459730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/04/para-dias-de-chuva-um-ka.html' title='[para dias de chuva, um ka]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114580478477889538</id><published>2006-04-23T11:56:00.000-03:00</published><updated>2006-04-23T12:06:24.830-03:00</updated><title type='text'>[o projetado e o real]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/moon_lodge.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/moon_lodge.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; dia da defesa era, sem dúvida alguma, o dia que eu mais temia. Sabia que o processo da escrita seria difícil, como de fato foi – não apenas pela escrita em si, mas pela disciplina que escrever uma dissertação praticamente sozinho exige –, sabia que as leituras poderiam ser complicadas, as matérias poderiam exigir um tempo de dedicação que eu não tinha, mas realmente era a defesa que me assustava. Assim que soube da data, um mês antes, evitava pensar no assunto. Nisso eu já era mestre: planejo, detalhadamente, o dia que vou começar a me preocupar com alguma coisa. Até essa data, ignoro o problema com todas as minhas forças (risco calculado, que até hoje tem dado certo). Quando não dá mais pra fugir, encaro: e desta vez precisei de uma sessão inteira de terapia para ouvir que eu ‘tenho medo do meu saber’ e que não estaria, no dia 19, ‘me defendendo, mas defendendo uma idéia’ – que acabava não sendo mais nem muito minha, por já ter sido entregue ao mundo. Saí da sessão do dia 13 de abril muito mais confiante: que venha o dia 19. Chamei os anjos, os amparadores, pus minha coragem na frente e lá fui eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anjos estavam ali, eu sabia, pois eu respirava uma quietude no ambiente. Não era uma quietude proveniente do fato de que só havia uma única pessoa na platéia – pelo menos no plano físico. Era quietude astral mesmo, eram harpas tocando. E comecei a minha apresentação. O grande dia chegara afinal, e a imagem apreensiva que eu tantas vezes plasmei na minha tela mental – num misto de curiosidade e medo – afinal não tinha nada a ver com a imagem real, a que de fato se concretizou no dia D. Falei sem nervosismos, ouvi sem nervosismos, não teve aquele professor sacana que quer destruir seu trabalho, nem aquele que te quer passar a mão pela cabeça (igualmente um pesadelo). Houve professores extremamente capazes tanto emocional quanto tecnicamente, que fizeram críticas construtivas e elogios. Essa parte foi ótima, não posso negar. E ao final das críticas ainda ouvi um “você responde se quiser, são somente reflexões mesmo”. E estava finalizada a defesa. Neste ponto, já sabia que tinha sido aprovado. Ao final da defesa, você sente o clima da coisa. Agora era só aguardar o parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vêm então os três professores acompanhados pela secretária do Programa de Pós-Graduação em Letras. Papéis na mão, e eu fico pensando em como tive de lutar por aquele papel, dobrado duas vezes e enterrado em um envelope, carregado paradoxalmente com tanta leveza por Laís. “Mas o peso é outro”, pensei com meus nervosos botões. Houve ‘se levantar para ler o parecer’ – e nessas horas não dá pra não se sentir um réu – houve leitura formal da ata, houve as assinaturas, os aplausos, os beijos e os ‘muito obrigados’. Houve de tudo. Não faltou nada, confesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, me surpreendo comigo mesmo pensando em doutorado quando, durante o difícil processo do mestrado, era tudo que abominava. E a vida pra mim tem sido assim: vencendo terríveis medos, projetados por mim mesmo, e depois ficando com gosto de ‘quero mais’ na boca. Vou, aos poucos, pensar nisso. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao final, fica uma satisfação de dever cumprido e uma leve alegria por se sentir ainda tão entusiasmado pelas posibilidades de aprendizagem que existem no caminho. Independentes de títulos, de bancas e de diplomas. Aqui, é do dia-a-dia mesmo de que falo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114580478477889538?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114580478477889538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114580478477889538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114580478477889538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114580478477889538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/04/o-projetado-e-o-real.html' title='[o projetado e o real]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114546559769871647</id><published>2006-04-19T13:42:00.000-03:00</published><updated>2006-04-19T13:53:17.826-03:00</updated><title type='text'>[doze a cada cem]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/03-PS11-9.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="195" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/03-PS11-9.jpg" width="270" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão tenho muita força nem vontade de contar como foi, mas a banca acabou de me dar o título de Mestre. Ainda caindo na real, sem acreditar que o sufoco todo acabou. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A defesa foi hoje às 9h da manhã. Tranqüila, reflexiva, tudo que eu mais desejava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Obrigado a Deus, obrigado ao Universo. Agora é curtir mais 12% no salário (risos).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114546559769871647?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114546559769871647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114546559769871647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114546559769871647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114546559769871647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/04/doze-cada-cem.html' title='[doze a cada cem]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114532586650423664</id><published>2006-04-17T23:02:00.000-03:00</published><updated>2006-04-17T23:04:26.516-03:00</updated><title type='text'>[loving you, loving the flowers in you]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/semanasanta%20072.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/semanasanta%20072.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114532586650423664?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114532586650423664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114532586650423664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114532586650423664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114532586650423664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/04/loving-you-loving-flowers-in-you.html' title='[loving you, loving the flowers in you]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114504402878448184</id><published>2006-04-14T16:43:00.000-03:00</published><updated>2006-04-14T16:52:56.223-03:00</updated><title type='text'>[ocos ovos]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/easter%20eggs.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px" height="192" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/easter%20eggs.jpg" width="279" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que venham então os ovinhos. De chocolate. De esperança dentro – porque quando se é criança e se sonha, sempre se acredita no chocolate extra que mora no ovo. Admito que ainda prefiro o chocolate em barras, ou em bombons redondos que cabem direto na boca. São mais práticos e não dão a falsa sensação de que se tem nas mãos uma iguaria inteira, toda inteira, maciça. Mas talvez os ovos de Páscoa sejam ocos para caberem neles a esperança, ou a leve lembrança de que ela existe. Para as crianças, é esperança e sonho se concretizando na casca que normalmente se joga fora, mas que aqui se come, é esperança e vontade se realizando quando se descobre que no oco moram mais três ou quatro tabletes de puro chocolate. Para o adulto mais cético, que não se deixa enganar, o ovo é representado em números, em gramas e no valor que se paga no caixa. Para a criança, vale o colorido da embalagem, a possibilidade que mora nela, e o barulho que faz a esperança que mora dentro, quando se balança o ovo e se ouve o sussurro da surpresa que alegra o domingo já cheio de tantas lembranças. Lembranças que me mantêm vivo até hoje - apesar de ter esquecido do suspense de quebrar a casca em dois e lembrar, feliz, que não só se comem as cascas como também que no oco ainda há algo mais para ser saboreado -, como a de minha mãe distribuindo esperança ao esconder as iguarias de chocolate do coelho que eu nunca via, mas que a qualquer hora poderia pular de um arbusto, sorridente, cheio de ovos – que não derretiam nunca – nas costas. O coelho nunca veio, nunca o vi, é bem verdade. Melhor assim. Assim continua em mim o sonho, a esperança, e a possibilidade de a qualquer hora pegar uma barra maciça do mais delicioso chocolate, derretê-lo, dele construir um ovo-oco-com-sonho-realizado-dentro e repartir com os amigos, com vocês, reativando essas velhas lembranças que de tão antigas me remetem, novamente, a antigas esperanças.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nesta Páscoa, experimente fechar os olhos e lembrar o gosto que tinha o ovo de chocolate na época em que tudo era simples, oco e com tabletes de esperança dentro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bom domingo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114504402878448184?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114504402878448184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114504402878448184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114504402878448184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114504402878448184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/04/ocos-ovos.html' title='[ocos ovos]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114467858667355337</id><published>2006-04-10T11:10:00.000-03:00</published><updated>2006-04-10T15:01:32.026-03:00</updated><title type='text'>[em partes]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/MRK20.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/MRK20.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;cho que chegamos, então, ao ponto de onde tudo parte. Tudo se estabiliza, depois parte. Parte para a parte dois, depois parte três. É na parte dois que se juntam, e na três que se multiplicam. Da parte quatro em diante se vêem envelhecer e descobrem que a parte cinco se aproxima. Muitos, temerosos, correm da parte cinco. Outros, alegres, correm atrás dela, por saberem que não devem muito, que há mais créditos que débitos e, por isso, são serenos. Mas a parte cinco é futuro - &lt;em&gt;e tudo que pedem a Deus que é que lhes dê tempo de ver tudo que foi plantado crescer antes que venha a última parte&lt;/em&gt; – e o futuro, por ser tão distante, é o que menos importa nesse momento. O que lhes valem muito mais são essas horas em que tijolos se calcam uns nos outros, instigantes, insinuantes, ávidos por abrigá-los por entre o calor que provocam quando, juntos, formam as quatro paredes do quarto. Ávidos estão os tijolos cor de terra por verem o que vai suceder ali dentro, quando estiverem no frio, no sono, no calor, na alegria, ou na dor. O que vão dizer, por onde vão andar, se coincidirão dores e choros ou se serão daqueles que alternam vontades, como que querendo não estabelecer a rotina cruel dos sentimentos únicos. Pois os tijolos imploram que lhes deixem à vista, pois senão só lhes restará sentir de trás da casca grossa do cimento - e da tinta que lhe disfarça - os ares que criam a atmosfera da casa e como esses ares mudam, quando entra, por exemplo, a parte três, e pintam o lugar onde fica a manjedoura de um rosa claro ou de um azul cor-do-céu, ou se entra a parte quatro e começam a brotar vontades de ficar dentro, reclusos, mais íntimos. Os tijolos temem não poder ver o dia quando chega a parte cinco e deixam esse ares que se respiram - ares de anos atrás que se uniram aos tijolos da casa antiga e persistem, pesados, em ficar - e partem em direção ao canto invisível onde não há atmosferas que alimentem os pulmões, porque não mais se respira na quinta parte. Na quinta parte se sente. Mais ou menos como faziam na parte um, quando do primeiro encontro, momento em que se esqueciam que havia ares ou qualquer coisa ao seu redor. Para respirar, apenas o cheiro do outro, o cheiro do agora. Irremediavelmente estável para eles, que ainda não pensavam em todas as partes que ainda estavam por vir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114467858667355337?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114467858667355337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114467858667355337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114467858667355337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114467858667355337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/04/em-partes.html' title='[em partes]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114432484508696264</id><published>2006-04-06T08:58:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T09:00:45.103-03:00</updated><title type='text'>[em frases soltas]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/FFPOFP97.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/FFPOFP97.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ntem eu comecei a escrever esse post numa sala com cinqüenta computadores. Tive medo de perdê-lo. E perdi, de fato. Agora escrevo sozinho, no Word, mais garantido. Arriscar às vezes pode ser fatal. Não arriscar, na maioria das vezes, é a fatalidade materializada em um ato covarde. Hoje vou comprar pinos para o carro. É duro envelhecer, ele me diz toda vez que tento tirá-lo da garagem às seis da manhã. Meu carro quase não agüenta mais o meu pique. Vou também ao supermercado. Faltam coisas básicas na minha vida, como sabonete para lavar o corpo, por exemplo. E sabão em pó para lavar a alma, ou seja, as roupas que me vestem. Tenho uma lista de afazeres para hoje. Estou viciado nas séries. Agora assisto The West Wing. Ninguém gosta, só eu, mas existe uma relação minha com questões do poder. Um dia vou descobrir porque gosto tanto de The West Wing. Porque, na verdade, é chato mesmo. De amanhã funciono bem. Até as dez. Quando a dez chegam, me cegam, aí só me resta rezar bem forte e pedir a Deus força para levar o resto do dia. Às cinco, melhoro, às dez tô exausto. É sobre-humano ter de trabalhar até as vinteeduasetrinta. É sobre-humano viver tão longe de você. É sobre-humano ter de descobrir se as palavras vêm juntas ou separadas. Se o nosso destino é esta justaposição, ou essa cadeia emaranhada, então que sejamos uma única palavra encravada no Aurélio. Meu amigo diz que não se diz mais que línguas evoluem, não se diz mais preto, nem se for nome próprio, assim, com pê maiúsculo. Tenho um amigo que se irrita profundamente se alguém adentra uma sala e não diz bom dia. Esse meu amigo já está com rugas imensas. Meus alunos da faculdade não sabem ouvir. Eles me obrigam a ser repetitivo. Existe uma linha tênue entre ser repetitivo porque não te ouvem e ser repetitivo porque você não se ouve. Eu não sei nem onde está essa linha. Minha dissertação está pronta, em minhas mãos, e eu tenho medo de abri-la. Talvez medo de descobrir que me repeti. O mestrado me afastou do blog, me afastou das minhas palavras, me afastou do teclado. Vou voltar pra terapia, mas não por causa disso. Nesse mês o dinheiro dá. Aperta, mas dá. Minha lombar dói, meu joelho esquerdo dói, meu ombro esquerdo também dói. A dor no pé torcido está melhor, e os intercostais vão bem, obrigado. Eu malho numa sauna. No banheiro da minha academia só cabe uma pessoa em pé. Tenho saudades do tempo em que eu tomava banho em casa. Preciso comprar uma nova vassoura. Espanador já tenho. Poeira então, nem se fala. Toda vez que compro uma roupa, tiro o dobro do que comprei do meu guarda-roupa. Hoje quem limpa meu quarto é a filha da minha faxineira. Talento corre no sangue ou estamos predestinados a viver na pobreza. Minha amiga Aline nunca mais me ligou. Meus amigos não me ligam mais. Minha conta da Tim foi vinteequatroreaisetrêscentavos. Eu também não tenho ligado pra eles. Amanhã vou acordar antes das seis, antes das seis e com sono, antes das seis, é verdade, mas para fazer a coisa que eu mais gosto na vida. Hoje é o último dia da minha semana, mas ainda tem o sábado e depois do sábado o resto inteiro da minha vida. E a vida vem em frases soltas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114432484508696264?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114432484508696264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114432484508696264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114432484508696264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114432484508696264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/04/em-frases-soltas.html' title='[em frases soltas]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114417754802599659</id><published>2006-04-04T16:02:00.000-03:00</published><updated>2006-04-04T16:08:07.090-03:00</updated><title type='text'>[te ligo ainda hoje]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/7474A.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/7474A.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;unca trabalhei tanto como nesse semestre. Nem nos tempos em que escrevia a dissertação e achava que a vida andava me consumindo demais tive uma carga horária tão lotada. Mas é bom, faz a gente se sentir vivo, produtivo, capaz. É nessas horas que a gente descobre se a profissão que escolhemos é, de fato, a profissão que amamos. Tem dias, como hoje, que começo a dar aula às sete da manhã e praticamente só paro às 22h35. Quase direto, com uma folga aqui ou ali – como essa, em que a mente não consegue parar e vai para o PC escrever uma besteira qualquer. Folga para almoçar, mas rapidinho que tem aluno esperando à uma da tarde. Pausa para tomar um café, um papo com um colega, pausa para ir de um emprego a outro e aproveitar para, no carro mesmo, ligar pra quem a gente ama. Agora me perguntem se às terças, ou às segundas, dois dias mais que lotados na minha agenda, eu acordo sem coragem, com raiva, ou qualquer sentimento afim. Claro que não. Acordo com uma preguiça que quase entorpece ou com uma falta de lucidez tamanha – devido ao sono pesado –, que nem sei direito onde estou, mas que, é bem verdade, dura apenas alguns minutinhos, e que resolvo logo com um banho na alma e uma oração de agradecimento – bem curtinha, que é pra não dar sono de novo. E assim se vão os meus dias. Felizes, realizados em muitos, muitos aspectos. Fico feliz em olhar a minha vida hoje e poder ter convicção ao afirmar que sou muito feliz no meu trabalho, e em outras áreas da minha vida também. E a minha teoria é bem simples: agradeça que a vida retribui em dobro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Sei que há muito de ti nisso tudo. Sei que esses dias não passariam assim, tão em harmonia, não fosse meu pensamento em ti, não fosse este teu cheiro que não passa, tua presença que não cessa, tua voz que não cala. Sei que não haveria tanta luz nesses dias de cinza, tanto sentido em tudo que faço, não fossem tu e teu aço, tu e teu sorriso, teus braços dentro de mim, no meu, no nosso abraço.)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114417754802599659?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114417754802599659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114417754802599659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114417754802599659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114417754802599659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/04/te-ligo-ainda-hoje.html' title='[te ligo ainda hoje]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114406488240587510</id><published>2006-04-03T08:44:00.000-03:00</published><updated>2006-04-03T08:59:33.256-03:00</updated><title type='text'>[quero chuva]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/Imagem%20002.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/Imagem%20002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;os últimos dias não havia um soteropolitano sequer que não estivesse reclamando do calor e do atraso na chegada do verão. Enquanto no ano passado reclamávamos da chegada do outono em pleno carnaval, esse ano mofamos – ou assamos? - na espera pela diminuição da temperatura e aproximação de dias mais amenos. Pois esse dias custaram a chegar, e acho até que estou celebrando daqui com um pouco de antecipação. O dia amanheceu escuro, cinzento (foto), bem como eu gosto, mas como ainda não são nem nove da manhã, pode até ser que ocorra um revertério e o sol volte a brilhar insistentemente – coisas de Salvador. Pois digo ao sol e a esse calor que há a hora de chegar e a hora de se retirar - como reza a lei número um da educação - , pois nossos jardins andam secos, acizentados, sedentos de uma gota que lhes conceda de volta o frescor do qual abrem mão por um tempo - pois não há luta possível contra a lei que diz que há tempos de calor e tempos de frio -, e que também, pelo que reza a lei, eles têm o direito irrevogável de serem regados com chuva abundante a cada dia. Que venha a chuva, seu frescor, seu aconchego. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;::::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/Imagem%20041.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/Imagem%20041.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Falo mal do sol, mas também não o dispenso se ele brilha. É claro que é muito melhor vê-lo brilhar na areia da praia, ou em um mergulho na Baía de Todos os Santos, como fiz ontem, do que no trânsito indo para o trabalho (nesse caso não sei se a chuva ou o sol é pior). O Mahi-Mahi ainda é o melhor lugar de Salvador para quem quer estar junto ao mar, mas longe da areia e dos farofeiros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;:::&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E cinema é que é programa pra toda hora, pois independe de frio ou calor, chuva ou sol: sempre haverá uma sala escura para se esconder de qualquer tempo ruim. E ontem eu assiti ao &lt;a href="http://cinema.uol.com.br/ultnot/2006/03/23/ult26u21196.jhtm"&gt;filme perfeito de Spike Lee&lt;/a&gt;. Genial e imperdível. Pelo menos uma vez na vida eu concordo com Isabela Boscov. É que Isabela é como meteorologista, nem sempre acerta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114406488240587510?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114406488240587510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114406488240587510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114406488240587510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114406488240587510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/04/quero-chuva.html' title='[quero chuva]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114354723210721487</id><published>2006-03-28T08:56:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T09:03:01.846-03:00</updated><title type='text'>[carta do adeus provisório]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/838a.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/838a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão me surpreende a minha total falta de rumo no momento em que os nossos olhos tiveram que suspender o tempo, gravar neles mesmos os últimos flashes ao vivo de nós dois ao dizer o até logo da quinzena. O ônibus, parado, já tinha abertas as portas, o motorista pediu o ticket onde estava escrito o meu destino, mas, mesmo assim, eu havia perdido o rumo. Se não houvesse um motorista, um condutor que me levasse ao meu destino, eu mesmo, pelos meus próprios pés, talvez tivesse andado em círculos, talvez apenas metros e caído ao chão, cansado. Precisei das horas para me aprumar de novo. A tua falta desregula a minha bússola, porque és tu o meu norte, o meu leste e oeste, o meu sul. É pelo que és que sei aonde vou. É onde estás que é a minha maior referência, é a distância de ti que faz o diâmetro do meu mundo. É por ti que me localizo, por ti que meço o espaço que ocupo no mundo, por ti que me privo do fundo e exploro o meu, o nosso mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114354723210721487?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114354723210721487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114354723210721487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114354723210721487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114354723210721487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/03/carta-do-adeus-provisrio.html' title='[carta do adeus provisório]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114349091467272778</id><published>2006-03-27T17:18:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T17:22:49.530-03:00</updated><title type='text'>[pizzaiolo]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/Imagem%20001.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px" height="201" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/Imagem%20001.jpg" width="289" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ais uma das minhas mil manias: um dia te convido para comer uma pizza feita por mim mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Correndo, sem tempo de postar, mas conectado!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114349091467272778?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114349091467272778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114349091467272778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114349091467272778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114349091467272778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/03/pizzaiolo.html' title='[pizzaiolo]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114312976874995923</id><published>2006-03-23T12:53:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T13:02:48.816-03:00</updated><title type='text'>[manias minhas]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.umdiariodebordo.blogger.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;menino que voa &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;me pediu que fizesse. Passo a bola para Wilker, Ladra do Bem, Jorginho, Nanda e João.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do 'recrutamento'. Ademais, cada participante deve reproduzir este 'regulamento' no seu blog".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:*:Não durmo sem rezar. Se dormir, já viu: pesadelo na certa.&lt;br /&gt;:*:Não consigo falar se o interlocutor não estiver me olhando atentamente. Já me mandaram fazer terapia por conta disso.&lt;br /&gt;:*:Comprar sapato, caneta, lápis e shampoo. Se deixar detono o estoque da sapataria, da papelaria e do supermercado e farmácias circunvizinhas.&lt;br /&gt;:*:Tomo vitamina de banana todo dia (esse é o meu café da manhã). Como é líquido, acaba que sinto fome logo cedo e tomo outro café da manhã.&lt;br /&gt;:*:Não consigo dormir com fome.&lt;br /&gt;:*:Tenho mania de esticar meus dedos pra trás, relaxa.&lt;br /&gt;:*:Seriados americanos.&lt;br /&gt;:*:Mas a mais estranha de todas as manias é a de deixar o carro na garagem e sair de ônibus. Essa é pra internar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114312976874995923?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114312976874995923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114312976874995923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114312976874995923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114312976874995923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/03/manias-minhas.html' title='[manias minhas]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114303894474984139</id><published>2006-03-22T11:44:00.000-03:00</published><updated>2006-03-22T11:51:19.476-03:00</updated><title type='text'>[sobre quedas]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P2250084.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/P2250084.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;unca fui de esportes radicais. Sempre me contentei com o chão firme, com um céu adequadamente sobre e não sob mim e uma visão estável das coisas ao meu redor. Já me arrisquei algumas vezes em tobogãs de alturas imensas, já fui a Lençóis e me ousei a ‘escalar’ lugares altos o suficiente para me causarem vertigem e me paralisar – e é nessas horas que a gente descobre que o medo, de fato, paralisa. Em todas as situações houve o frio na barriga e eu mesmo me forçando a vencer um medo que eu considerava bobo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, no Porto da Barra, quando eu resolvi andar de Banana Boat, não me ocorreu medo algum, apenas uma certa preguiça que dá quando a cadeira da praia é maravilhosamente confortável e a companhia ao lado é o aconchego que se quer para sempre. Preguiça boba, de quem não quer sair da inércia-delícia. Mas eu fui. Só sete reais, vale a pena. Montei no Banana Boat, e só quando a lancha começou a se mexer comecei a lembrar, em fla&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P2250088.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/P2250088.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;shes, as notícias que eu já tinha ouvido a respeito de coisas que dão errado nessas famosas &lt;em&gt;rides&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;“Acidente em Banana Boat na praia de...”&lt;/em&gt; de repente soava familiar, mas resolvi relaxar, afinal é sábado de carnaval e vale tudo. Não precisei de mais que cinco minutos para tomar uma queda cujas conseqüências ainda estão no meu corpo: o arranhão sarou, mas torci um músculo que protege (?) meus arcos costais e até hoje, quase um mês depois, ele ainda dói. Agradeço por não ter quebrado nada, e ter aprendido a lição: nunca mais esportes radicais, Banana Boats, só de longe, porque definitivamente não dá pra ir de encontro à minha natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114303894474984139?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114303894474984139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114303894474984139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114303894474984139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114303894474984139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/03/sobre-quedas.html' title='[sobre quedas]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114303772868583483</id><published>2006-03-22T11:23:00.000-03:00</published><updated>2006-03-22T11:28:48.700-03:00</updated><title type='text'>[km/h]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P3020176.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/P3020176.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; vida tem andado a quilômetros por hora. Não tem me atropelado, é verdade, porque tenho buscado andar junto, nos mesmos passos rápidos. As duas últimas semanas foram de correria intensa: entregar, definitivamente, a dissertação, aguardar ansiosamente pelo dia da defesa e recomeçar o ritmo intenso de dois trabalhos, duas centenas de alunos, testes para elaborar, para corrigir, uma aula depois da outra, um dia depois do outro chegando com tanta força, tanta presença, tanta imposição quando o despertador toca. O início de tudo tem um ar de frescor, que insisto em tentar manter depois da terceira ou quarta vez que o despertador toca tão cedo, pondo-me sentado na cama, dentro do quarto escuro, sem saber ainda, de tão embriagado, qual a direção da janela, aquele ponto quadrado por onde entra a luz. E toca a partir da quinta vez, transformando, de novo, tudo em uma rotina exaustiva, mas feliz, segura, que imprime um sentimento de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é bom recomeçar. É bom ter um sentido, um meio, um fim. É bom pôr a cabeça de fora e sentir esse vento que sopra forte porque o trem vai rápido. Sendo a vida esse trem a mil por hora e eu esse passageiro-criança, que por vezes põe um braço inteiro pra fora e brinca com a força do vento, só me resta pedir combustível, força, saúde e amor, sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114303772868583483?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114303772868583483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114303772868583483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114303772868583483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114303772868583483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/03/kmh.html' title='[km/h]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114268742795004237</id><published>2006-03-18T10:04:00.000-03:00</published><updated>2006-03-18T10:11:55.470-03:00</updated><title type='text'>[onde rola a brisa]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/NH0104.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/NH0104.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;arisa anda dizendo que tem um infinito particular, e que existe por aí um lugarzinho onde rolam idéias infinitas, um vento bom na varanda, um lugar daqueles que acalmam o coração, onde o mundo tem razão, sonhos semeando o mundo real, tudo isso são palavras dela, não minhas. E eu andava me perguntando por que andava tão sumido, e a musa respondeu. É que, como todo mundo – até os que nem sabem muito disso – tenho morado em um cantinho do mundo só meu, onde tem uma brisa suave, um canto escuro e outro claro, um cheiro bom no ar e o filme dos meus sonhos rolando na tela naquela hora em que eu quero só deixar a imaginação rolar. Por vezes saio desse canto daqui e vou para o canto de lá, mais aquecido porque são quatro os braços, duas as bocas, quatro as pernas, e sonho é um só. É o canto onde a realidade cansou de resistir à vontade, o sonho espera que os dias passem para acontecer de fato e eu, sonolento, durmo e acordo sem hora, sem razão, sem vontade alguma de ter qualquer razão, sem vontade alguma de sair dali e perder qualquer milímetro cúbico daquela brisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que voltei. Será?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114268742795004237?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114268742795004237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114268742795004237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114268742795004237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114268742795004237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/03/onde-rola-brisa.html' title='[onde rola a brisa]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114157383508625884</id><published>2006-03-05T12:40:00.000-03:00</published><updated>2006-03-05T14:12:17.053-03:00</updated><title type='text'>[até que nada os separe]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P3050258.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/P3050258.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; ao final da cerimônia o padre não consagrou a união até que a morte separasse os pombinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabem lá vocês o que é acordar de manhã e ter de beijar a boca de uma pessoa que não se ama mais quando ela sequer escovou os dentes ainda? “Até que a morte os separe” pode ser um crime contra a busca da felicidade quando o amor acaba. E pode ser, igualmente, uma grande calúnia quando nem a morte consegue separar dois seres que se amam de verdade. Por isso, por mais que esse meu discurso possa escandalizar os religiosos mais conservadores, não os unirei até que a morte os separe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí foi o discurso do moderno padre da Igreja Brasileira – cujo nome jamais saberei, posto que ele saiu praticamente correndo para o próximo casamento - que casou Rita e Danilo ontem à noite, na casa de Vinícius de Moraes, em Itapuã. A casa ainda tem ecos dos versos do poetinha no ar, ecos antigos de suas clássicas músicas que foram captadas sabiamente na atmosfera do local por uma bela negra que entoava suavemente que pra sempre vou te amar, por toda a minha vida vou te amar, a cada despedida vou te amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinícius devia estar cochichando aos ouvidos do padre as palavras que diziam, como quem de improviso faz uma poesia falada, da necessidade de sempre dizer eu te amo, de sempre chorar e amar em cada despedida, de sempre lembrar, chorando de novo, daquela hora em que a noiva entrou pelo portal de flores, desconcertadamente andou pela passarela improvisada por cima da grama, encontrou o noivo aos prantos e, de tanto amor, esquivou-se do beijo na hora que ainda não era a hora final, decisiva. Não vai sair da memória de Vinícius - que com certeza estava sentado ali logo à frente, copo de uísque nas mãos e divertindo-se ao cochichar para o padre as palavras tão inspiradas - o momento em que o noivo pegou nas mãos o microfone e disse em alto e bom tom que o que eu mais quero nesse mundo todo é essa mulher como minha esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vai sair da memória de Vinícius a hora em que um rapaz apaixonado, sentado ali, logo na frente, pertinho do sorriso dos noivos, chorou uma lágrima ao ver a presença tão forte do seu amor em três palavrinhas que piscavam na tela do celular. Não vai sair da memória o cheiro de poesia que emanava de tudo aquilo, o cheiro da chama que já apagou por não ser eterna, mas que de alguma forma ainda infinitamente dura no ar que mistura poesia e maresia, numa rima perfeita, suspensa, na casa do poetinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114157383508625884?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114157383508625884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114157383508625884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114157383508625884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114157383508625884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/03/at-que-nada-os-separe.html' title='[até que nada os separe]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114144210990602477</id><published>2006-03-04T00:10:00.000-03:00</published><updated>2006-03-04T00:18:05.396-03:00</updated><title type='text'>[elas entre nós]</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P3010161.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/P3010161.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão essas as duas amigas lá do outro lado do mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P3010162.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/P3010162.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;que vieram dar em terras quentes para, entre outras coisas, receber beijos i&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P3010161.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;gualmente aquecidos... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114144210990602477?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114144210990602477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114144210990602477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114144210990602477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114144210990602477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/03/elas-entre-ns.html' title='[elas entre nós]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114124946998641260</id><published>2006-03-01T18:39:00.000-03:00</published><updated>2006-03-01T18:49:12.236-03:00</updated><title type='text'>[três vezes ao dia]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/carnaval_r4_c2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/carnaval_r4_c2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;vete já dava as caras logo ali em frente, no final do percurso. De cá, esperávamos a rainha, já ouvindo os graves da sua voz. Perto de nós, grave, ficava mesmo era a situação: com a cantora-maderada, veio também uma multidão que nos apertou o máximo que pôde. Estávamos ao lado de um isopor, que por pouco não foi amassado, cortado aos pedaços. Uma senhora de mais ou menos seus setenta anos fez uma muralha humana. Sim, ela era o próprio muro que protegia a caixa de isopor, seu ganha-pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra senhora andava pelas ruas vendendo batata frita e um biscoitinho caseiro. Encontrei com ela, no percurso, umas quatro vezes. Numa mão, os biscoitos, noutra, as batatas, uma terceira mão, ela improvisou nos braços, onde carregava as latinhas que encontrava no caminho. Sua cara tinha um misto de tristeza, de resignação e arriscaria, até, um quê de alegria. Não a mesma alegria minha, mas uma alegria de quem vai ter o que comer por uns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Farol da Barra. Daniela em um trio. Brown em outro. Eu, logo ali embaixo. Um sujeito se aproxima e tenta roubar o isopor de um garoto. Começa uma briga, que logo abre um clarão na avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É isso que vocês querem, passar a noite na cadeia? – brada Daniela do alto do trio, com aquele ar de protetora, defensora sei-lá-de-quem.&lt;br /&gt;- Com certeza não, Daniela! O que eles querem é educação o ano inteiro, não dá para querer educá-los apenas no carnaval. – brada de volta Brown, defensor de sei-lá-quem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cá, nós, sem microfones, sem nada na boca, mas com um eco enorme na cabeça. De quem é a culpa de tanta desigualdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, no Aeroclube, no Jardim Brasil e nos jornais, garotos e garotas de classe média alta compram a camiseta que lhes dará o passaporte para a jaula que protege desses pobres que catam lata, que brigam, que cheiram mal e que se jogam em cima do ganha-pão mesmo que suas rugas e pernas cansadas peçam que por favor parem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, a Band anuncia a música vencedora do carnaval e o apresentador diz que a festa foi linda, e que nunca viu tanta alegria nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114124946998641260?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114124946998641260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114124946998641260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114124946998641260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114124946998641260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/03/trs-vezes-ao-dia.html' title='[três vezes ao dia]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114087765114946131</id><published>2006-02-25T11:23:00.000-03:00</published><updated>2006-02-25T11:27:31.153-03:00</updated><title type='text'>[bom de multidão]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/castroalves1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/castroalves1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ou bom de multidão, modéstia à parte. Não sei se isso é um dom natural, ou se é pela prática de andar no meio de tanta gente no carnaval. Fico com a primeira opção, apesar de não saber se alguém na minha família, de fato, é bom de multidão para que eu pudesse ter herdado os genes. Digo isso porque conheço muita gente que não perde um Carnaval sequer e nem por isso é bom de multidão.Papo louco... afinal, o que é 'ser bom de multidão'? Ser bom de multidão é andar bem no Carnaval da Bahia - e lhes garanto que não há multidão maior em nenhuma festa do mundo. Quem é bom de multidão não tem medo de gente. Não tem nojo de gente suada e, principalmente e antes de tudo, gosta de aperto, de amasso, de toque. O bom de multidão, com certeza, não pode ser fresco, não pode se importar com o perfume, não pode ter pena de sujar o tênis e não pode ter unha encravada, porque o que se leva de pisada...&lt;br /&gt;O bom de multidão reconhece quando é impossível se movimentar e não se estressa, deixando que o ritmo o leve. Solta o corpo e relaxa, porque ele sabe que no Carnaval não há compromissos, pra onde quer que a multidão vá, é só ir atrás - isso, é claro, em condições de normalidade.&lt;br /&gt;O bom de multidão não parte pra briga, mas se protege com os cotovelos. É. Se eu fosse dar um curso de como andar nas ruas no Carnaval, ou em uma multidão qualquer, diria que a posição básica é aquela de pés firmemente calcados no chão (quando possível, obviamente) e cotovelos abertos, formando um triângulo no tórax. É batata. Ser bom de multidão é prever percalços: pipoca do Chiclete, ou de Ivete, ou do Psirico, nem pensar. Quem é bom de multidão sobe logo numa árvore ou fica em cima do primeiro muro que encontra caso seja surpreendido por um desses grupos. Mas bom de multidão que é bom mesmo nunca se surpreende em situações como essas, porque ele é experiente e sabe que não pode olhar pra baixo enquanto se movimenta no meio de muita gente. Olha sempre pra trás e pra frente, avistando o horizonte e vendo em que direção a que bloco se está indo ou que bloco está vindo na sua direção. Ah sim, esqueci de dizer que o bom de multidão tem de ter pelo menos 1m70cm. Caso contrário, nunca será um bom de multidão - a opção seria um periscópio, mas aí fica caro. Talvez andar coladinho com um bom de multidão seja a solução ideal para os mais baixos. Aliás, o bom de multidão entende muito sobre a arte de andar em filinha com os amigos. Ele não parte e deixa os outros pra trás mas, ao contrário, está sempre atento aos amigos. Ele entende a importância de estar em um grupo durante a festa.&lt;br /&gt;O bom de multidão fica atento às entradas e saídas e sempre que vê um perigo iminente pega o primeiro atalho em direção à rua adjacente mais próxima. Quem é realmente bom de multidão se abaixa quando vê briga, corre dela se for possível, e fica atento à vinda dos policiais, inclusive, ajudando a abrir caminhos para que eles se movimentem com facilidade, tudo isso sem estresse, com espontaneidade e leveza. Quem é bom de multidão mesmo, dá a preferência aos ambulantes - porque entende que eles estão ali trabalhando- e ainda facilita o trabalho das crianças que ficam catando lata durante a festa inteira. O bom de multidão não abre a mão de se divertir muito, de admirar a festa e até chorar de alegria quando toca aquele música especial. Não abre mão de dormir e comer bem, não exagera na bebida e não sai por aí agredindo ninguém. O único exagero do bom de multidão é na crença daquela idéia de que é sendo gentil, atento e carinhoso consigo mesmo e com os outros que se faz uma eterna festa de paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;em&gt;(publicado originalmente em fevereiro 2005)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114087765114946131?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114087765114946131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114087765114946131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114087765114946131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114087765114946131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/02/bom-de-multido.html' title='[bom de multidão]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114087728869037135</id><published>2006-02-25T11:16:00.000-03:00</published><updated>2006-02-25T20:41:49.636-03:00</updated><title type='text'>[sentido na cama]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/P7402.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/P7402.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ssa cama agora faz sentido. É que sem você, não há aquele calor que sinto de olhos fechados, não em que apoiar meus braços cansados e dormentes, não há o que tocar com meus dedos, com minha boca, com meus sentidos todos. Sem você não há o que alcançar, sonolento às três da madrugada, quando tudo dorme, tudo dormente e de sentidos quase mortos, e de repente me toca uma saudade tua que logo sacio com um braço que cai sobre ti, uma perna que se entrelaça com a tua, um sonho que se confunde com essa realidade de de ter por perto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114087728869037135?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114087728869037135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114087728869037135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114087728869037135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114087728869037135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/02/sentido-na-cama.html' title='[sentido na cama]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114062199313006123</id><published>2006-02-22T12:24:00.000-03:00</published><updated>2006-02-22T12:29:11.083-03:00</updated><title type='text'>[dias de carne exposta]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/DGR012.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/DGR012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;espiu-se inteira de si mesma. Sabia que os dias por vir seriam os dias de corpos desnudos e entrelaçados em gritarias de alegria, em desesperos indolores, em pulos mais altos que os pés podiam suportar no reencontro com o chão. Despiu-se do que havia nela, incrustado nessas longas horas que compõem os sisudos dias do ano. Despiu-se sem pudor, fechou com travas-de-chaves-perdidas as portas do armário e certificou-se de que usaria a fantasia guardada: a sua pele sem nada em cima. Eram seus seios, sua costas nuas, sua vagina coberta de pêlos – essa cobertura ela deixava, era de um cheiro que revelava a poucos, e por isso mesmo revelador em si mesmo -, tudo agora exposto, tudo agora em passos únicos e intensos com a sua mais real identidade, a que paradoxalmente escondia, mas que era a mais reveladora. Nesses seis dias que antecedem as cinzas, ela e os outros se desnudavam, se entrelaçavam, se tornavam corpos únicos, sob o olhar vibrante e invisível dessa coletânea sonora que toca indefinidamente como que por uma caixa de música, porém com amplificadores que regem a potência de uma alegria, e que obrigam, nela, uma nudez cada vez mais explícita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses dias de carne não falta, na alegria, o medo das cinzas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114062199313006123?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114062199313006123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114062199313006123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114062199313006123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114062199313006123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/02/dias-de-carne-exposta.html' title='[dias de carne exposta]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114062101434111741</id><published>2006-02-22T12:03:00.000-03:00</published><updated>2006-02-22T12:10:14.356-03:00</updated><title type='text'>[fundamental é mesmo o amor]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/F102310.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/F102310.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"The greatest thing you'll ever learn is just to love and be loved in return."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eden Ahbez&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114062101434111741?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114062101434111741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114062101434111741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114062101434111741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114062101434111741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/02/fundamental-mesmo-o-amor.html' title='[fundamental é mesmo o amor]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114048793774056755</id><published>2006-02-20T23:06:00.000-03:00</published><updated>2006-02-20T23:16:01.260-03:00</updated><title type='text'>[a cara delas]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/femima%20e%20bec%20surfing%20on%20the%20bus.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="201" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/320/femima%20e%20bec%20surfing%20on%20the%20bus.jpg" width="277" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;aquele início de década - a década de que falo aqui é a década passada, do século passado -, aos dezessete ainda não tinha carro, e andávamos de ônibus mesmo, eu e as minhas duas irmãzinhas neozelandesas. Para matar o tédio da viagem, tínhamos uma predileção especial por um esporte que não sei se os adolescentes de hoje ainda praticam: surfe no ônibus. Era só ficar em pé, mãos soltas, e torcer, ao mesmo tempo, para que o motorista fizesse a curva mais fechada do mundo sem nos derrubar e, principalmente, sem virar o ônibus.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Rebecca e Jemima, Salvador-BA, 1991)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114048793774056755?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114048793774056755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114048793774056755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114048793774056755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114048793774056755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/02/cara-delas.html' title='[a cara delas]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-114002294917467556</id><published>2006-02-15T13:59:00.000-03:00</published><updated>2006-02-15T14:06:33.810-03:00</updated><title type='text'>[blisters]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/KC523.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/KC523.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;Carnaval está na porta, e esse ano vai ter uma pitada diferente: estarei recebendo em minha casa duas amigas de longas datas, neozelandesas, com seus respectivos namorados. Rebecca e Jemima moraram em Salvador entre 1991 e 1992, durante 11 meses, e viveram comigo momentos muitos especiais. Foi com elas que me motivei a aprender inglês, que me dá até hoje o pão de cada dia, foi com elas que aprendi sobre esse pequeno país de lá do outro lado do mundo e aprendi a ter a curiosidade para conhecer outros. Foi com elas que eu aprendi mais sobre mim mesmo, porque elas foram as primeiras a me dar parâmetros que me ajudaram a me entender melhor como brasileiro, como baiano, como eu mesmo. É por isso que estamos até construindo um beliche de casal para abrigá-las aqui em casa durante esses quinze dias de visita. Elas voltam depois de 15 anos à terra que com certeza também deu a elas parâmetros para serem o que são hoje, psicólogas, noivas, futuras mamães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jemima, na época que morou aqui, tinha acabado de terminar o ensino médio (ou o equivalente disso na Nova Zelândia) e já trabalhava com crianças. Dizia ela que costumava entreter as crianças imitando &lt;em&gt;hot dogs&lt;/em&gt;. Até hoje não entendi. Jemima era a Yellow Blister (&lt;em&gt;blister&lt;/em&gt; significa calo, e rima com &lt;em&gt;sister, &lt;/em&gt;e o&lt;em&gt; yellow&lt;/em&gt; era por conta da loirice aguda que ela exibia no cabelo curto e cheio de cachos). Rebecca tinha uma carinha angelical, que creio ter preservado até hoje, mas bebia e fumava feito uma louca. Apesar da bebida e do fumo, era a nossa Holy Blister. Eu era o Bloder delas, que rima com brother, neologismo nosso para eu não ficar sem uma alcunha carinhosa. Ainda tinha Yeda, baiana que mora nos States, que era a nossa Fucking Blister por razões que não posso revelar aqui, mas basta você saber um pouquinho de inglês para adivinhar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(to be continued...)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-114002294917467556?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/114002294917467556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=114002294917467556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114002294917467556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/114002294917467556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/02/blisters.html' title='[blisters]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-113900395504626289</id><published>2006-02-03T18:54:00.000-03:00</published><updated>2006-02-03T19:01:20.750-03:00</updated><title type='text'>[busú]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/faixadeonibus2.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/faixadeonibus2.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;á muito eu não andava de ônibus em Salvador. Ontem me deu um repente, deixei o carro na garagem e resolvi fazer o percurso Roma - Ondina - Paralela. Com certeza não escolhi o melhor dia para deixar o carro na garagem. Verão em Salvador, Rio Vermelho lotado por conta da festa de Iemanjá e Festival de Verão. Combinação explosiva. Quase duas horas para chegar de Ondina à FJA. Nessas horas, o bom mesmo é ficar escutando a conversa alheia (sim, porque eu não tenho discman, nem tão pouco MP3 player, tava tudo um saco, ia fazer o quê?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o percurso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fulaninha tá de AIDS. E o marido quer matar ela.&lt;br /&gt;- Foi corno, né?&lt;br /&gt;- Não, ela que pegou dele.&lt;br /&gt;- Como é que você sabe?&lt;br /&gt;- Ah, ela acabou de ter uma filha e fez o teste antes. Tava boa, e não deu nenhum corno nele desde aquela época, então só pode ter sido ele, né?&lt;br /&gt;- É certo.&lt;br /&gt;- Mas ela levou uma facada também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento passei a achar o papo pesado demais e sintonizei lá fora, afinal de contas o mar tinha um convite especial, era como se a Rainha chamasse, venham me admirem, me enfeitem, alimentem essa minha vaidade tão bem posta. O ônibus dava milhões de voltas e o casal atrás de mim não parava de soltar pérolas, que só não anotei por que corria o risco de enjoar e vomitar o ônibus todo. Apesar dos percalços, deu até pra filosofar. Notei, por exemplo, que baiano não faz fila: protege-se do sol na sombra do poste. É verdade, aqui em Salvador só se faz fila para esperar ônibus nos terminais, como Lapa, Mussurunga, Pirajá... e mesmo assim, quando o ônibus chega, a fila deixa de existir. Agora, coloque um poste, um sol de rachar e observe como todos se enfileiram na sombra projetada pelo poste na calçada. É a natureza querendo nos ensinar algo, diria meu avô, que gosta de colher as mais sábias lições desses pequenos fatos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andar de ônibus tem suas vantagens, ontem deu na telha e fui mesmo. Confesso que me arrependi só um pouquinho. Detestei, por exemplo, descobrir que para atravessar a Paralela, do lado oposto à Jorge Amado, levam-se pelo menos dez minutos, por conta da distância e dos semáforos. Esperam-se quase dois minutos em cada sinal (são dois), têm-se apenas 10 segundos para atravessar cada um, e ainda corre-se o risco de ser atropelado ou morrer de susto quando um carro passa e faz questão de buzinar beeeeem próximo do rebanho de pedestres, todos alunos, que aguardam pacientemente os 99 segundos passarem, e depois passarem novamente. A impressão, ontem, diante da fome que eu sentia e do tempo escasso - comido a cada segundo pelos semáforos devoradores do tempo - é que pedestre nasceu pra sofrer mesmo, que eu nunca conseguiria chegar do outro lado, comer alguma coisa e abrir pontualmente a porta da sala de aula com um sorriso-de-quem-veio-de-audi, e ainda conseguir mantê-lo por mais duas horas. Mas o fato é que deu tudo certo: engoli uma coxinha de galinha fria e cheguei apenas com cinco minutos de atraso, dei até umas risadinhas durante a aula, o sol baixou e liberou a galera da fila do poste, o marido deve ter-se resignado e encontrado o tratamento para os dois, a festa de Iemanjá como sempre foi um sucesso, as linhas de ônibus voltaram ao normal, todo mundo continua com a esperança de que um dia vão construir uma passarela na frente da faculdade e certeza não falta de que virão outros verões e outras histórias contadas por outros idiotas, como eu, que deixam o carro na garagem e vão sentir a vida como ela é, sem nadinha pra amaciar a bunda no banco duro do busú.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-113900395504626289?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/113900395504626289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=113900395504626289' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113900395504626289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113900395504626289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/02/bus.html' title='[busú]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-113880192662714794</id><published>2006-02-01T10:40:00.000-03:00</published><updated>2006-02-01T10:52:06.696-03:00</updated><title type='text'>[ o que ando fazendo?]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/02.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;rabalhando muito. Bons ventos sopraram e agora estou ensinando nas &lt;a href="http://fja.edu.com.br"&gt;Faculdades Jorge Amado&lt;/a&gt; também, o que tem tirado um pouco do meu tempo e da minha voz. Além da FJA, tem também as &lt;a href="http://abc.go.com/primetime/desperate/"&gt;donas-de-casa desesperadas &lt;/a&gt;que cada dia que passa me conquistam mais um pouco e quando estou com elas esqueço que tem um mundo lá fora e que, dentro deste mundo, está, por exemplo, o blog. Não desisti desse meu velho diário, mas é que estes últimos dias têm sido intensamente vividos em outras áreas da minha vida. É isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve de volta... Não me deixem só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-113880192662714794?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/113880192662714794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=113880192662714794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113880192662714794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113880192662714794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/02/o-que-ando-fazendo.html' title='[ o que ando fazendo?]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-113846232363568909</id><published>2006-01-28T12:28:00.000-03:00</published><updated>2006-01-28T12:34:29.856-03:00</updated><title type='text'>[velhas botas]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/VG200065.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 112px; CURSOR: hand; HEIGHT: 105px" height="116" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/VG200065.jpg" width="162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;bre a janela agora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Deixa que o sol te veja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É só lembrar que o amor é tão maior&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Que estamos sós no céu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abre as cortinas pra mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Que eu não me escondo de ninguém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O amor já desvendou nosso lugar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E agora está de bem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Los Hermanos)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-113846232363568909?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/113846232363568909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=113846232363568909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113846232363568909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113846232363568909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/01/velhas-botas.html' title='[velhas botas]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-113832241635270851</id><published>2006-01-26T21:38:00.000-03:00</published><updated>2006-01-26T21:43:26.640-03:00</updated><title type='text'>[eterno enquanto dure]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/poster.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ouve um dia um poeta de mão aberta, dado, inteiro ao mundo. Um poeta que se foi, mas pretende voltar com uns centímetros a mais, mas só isso: porque mais sensibilidade, mais riso solto e um coração ainda mais generoso seriam insuportáveis para nós, meros mortais sem inspiração, que ainda sentamos no chão do tanto que ainda temos que seguir para alcançar o banquinho ao lado da menininha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não viu, &lt;a href="http://oglobo.globo.com/online/cultura/169908981.asp"&gt;perdeu&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Novas fotos no Lambe-lambe.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-113832241635270851?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/113832241635270851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=113832241635270851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113832241635270851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113832241635270851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/01/eterno-enquanto-dure.html' title='[eterno enquanto dure]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-113828188497804445</id><published>2006-01-26T10:21:00.000-03:00</published><updated>2006-01-26T10:24:44.993-03:00</updated><title type='text'>[responda sem pensar]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/5024.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/5024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uem é a pessoa mais importante da sua vida?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-113828188497804445?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/113828188497804445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=113828188497804445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113828188497804445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113828188497804445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/01/responda-sem-pensar.html' title='[responda sem pensar]'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8639429.post-113779544147875082</id><published>2006-01-20T19:15:00.000-03:00</published><updated>2006-01-20T19:17:21.480-03:00</updated><title type='text'>Lá e cá</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/1600/merca160106.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1131/596/200/merca160106.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; negro continente e a cidade mais negra convivem em harmonia na Feira de São Joaquim. Os santos de lá, os santos de cá, a gente preta de lá, a gente preta de cá, as contas de lá, as contas de cá, a luz de lá, a luz de cá. A guerra de lá, a guerra de cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=408311"&gt;Imperdível&lt;/a&gt;, até o dia 19 de fevereiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8639429-113779544147875082?l=evoluirefluir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/feeds/113779544147875082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8639429&amp;postID=113779544147875082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113779544147875082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8639429/posts/default/113779544147875082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoluirefluir.blogspot.com/2006/01/l-e-c.html' title='Lá e cá'/><author><name>Leo Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14455895610745426679</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
